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Para Moraes, julgamento de habeas corpus pelo plenário do STF é 'questão rotineira'

Ministro do STF minimiza tensão provocada dentro do tribunal com decisão de relator de retirar julgamento de recurso de Palocci das mãos da 2.ª Turma

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Por Valmar Hupsel Filho

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, minimizou nesta sexta-feira, 5, a tensão criada na Corte depois que o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no tribunal, encaminhou ao plenário o julgamento do habeas corpus impetrado pela defesa do ex-ministro Antonio Palocci, em vez de manter a discussão na 2.ª Turma. Não há consenso no tribunal sobre prisões preventivas. A decisão de Fachin não foi bem recebida por alguns ministros.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraesparticipa de almoço promovido pela Federaçãodas Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), em São Paulo Foto: Leonardo Benassatto/Frame Photo

Na opinião de Moraes, ministro mais novo a compor o STF, trata-se de uma "questão rotineira" que está prevista no regimento interno da Casa, quando o responsável pelo caso considera que pode haver "discrepância de julgamentos" entre as turmas. "É uma questão rotineira na história do tribunal. Há previsão no regimento", disse Moraes durante almoço em sua homenagem, em São Paulo, promovido pela Federação das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo (Festcesp). "Tive sessão quarta e quinta com todos os ministros e não vi nenhuma insatisfação na utilização ser um artigo do regimento interno que é comumente usado", disse

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