Duna: Parte 2 chegou aos cinemas na última quinta-feira (28) e já é a maior estreia global de bilheteria de 2024. O longa arrecadou US$ 81 milhões em sua primeira semana na América do Norte – o dobro do primeiro título. O novo filme abarca a segunda metade de Duna (1965), livro que abre a saga criada por Frank Herbert.

Antes mesmo de seu lançamento oficial, o segundo capítulo da adaptação do diretor Denis Villeneuve (A Chegada) já acumulava elogios da crítica especializada. Na semana de sua estreia, por exemplo, o longa alcançou a média mais alta da história do agregador de críticas IMDb, com 9,4 estrelas. 

E para quem achou que o hype poderia jogar contra o seu favor – errado. O acadêmico e crítico de cinema, Waldemar Dalenogare Neto, reforça a grata surpresa entregue por Villeneuve. “Não imaginava que um estúdio apostaria em Duna na forma como foi feito. Depois da adaptação mal-sucedida de 1984, de David Lynch, a saga foi taxada como um livro ‘difícil demais para ser feito no cinema’. Por isso, a divisão em dois filmes faz tanta diferença”, avaliou, em entrevista exclusiva ao Estadão Recomenda.

Escolher lançar dois filmes baseados em um único livro não é um acaso. A obra-prima de Herbert se estende por quase 900 páginas e é repleta de detalhes acerca de estruturas, relações e personagens. Já sua sequência, O Messias de Duna (1969), é bem mais enxuta. Com cerca de 250 páginas, o livro será a base do encerramento da trilogia de Villeneuve – ainda sem data para chegar aos cinemas.

Para Dalenogare, o tamanho reduzido beneficia a produção criativa do diretor e dá margem para estruturar o fechamento da saga. “Com um contexto já estabelecido e personagens desenvolvidos – ao longo de quase 6 horas de tela –, Villeneuve poderá, enfim, adicionar conteúdo próprio ao universo”, comentou. 

Por mais que a trilogia cinematográfica esteja próxima do fim, sua abrangência se resume a uma simples introdução, quando considerado o enorme mundo criado por Herbert. Após os dois primeiros livros, o autor ainda publicou outras quatro obras, entre 1976 e 1985. Segundo o crítico, são elas que norteiam o enredo central de Duna e, por consequência, recebem maior prestígio dos fãs e das editoras.

Após a morte do autor, em fevereiro de 1986, seu filho Brian Herbert chamou o escritor de ficção, Kevin Anderson, para produzir novas obras que expandissem o universo do pai. Desde então, a dupla publicou cinco trilogias, que contam o passado de Arrakis, das Grandes Casas e de seus heróis. 

Para se encontrar no meio de tantas produções, separamos abaixo a ordem certa para se ler os livros do universo de Duna.