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A nova façanha de um Hurley

Bisneta do fotógrafo volta à Antártida, 93 anos depois

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A família Hurley volta à cena 93 anos depois. As primeiras notícias foram publicadas em 1914, quando o fotógrafo australiano Frank Hurley embarcou no Endurance para registrar a primeira travessia a pé da região Antártida - uma expedição liderada pelo irlandês Ernest Shackleton. Foi Hurley quem fez a imagem que imortalizou o fracasso da jornada: o barco encalhado em meio a geleiras do mais que temido Mar de Weddell. Passadas nove décadas, as notícias de hoje colocam o holofote em Felicity Hurley Byrnes, a bisneta do fotógrafo. Ela acaba de anunciar que, em novembro de 2008, tentará completar a travessia do continente gelado. E espera ter sucesso na empreitada. A nova expedição faz parte das comemorações do Ano Polar Internacional (www.ipy.org). Felicity, aos 32 anos, vai contar com a ajuda de esquis e trenós para realizar tal façanha. Mas, diferente da aventura do bisavô, ela não terá o apoio de cães - o protocolo de proteção ambiental vigente na Antártida não permite. TREINAMENTO Para conquistar o pólo sul - e conseguir resistir às duríssimas condições climáticas da região -, Felicity realiza uma série de treinamentos. Ela fez um curso de sobrevivência na Noruega, exposta a temperaturas de até 35 graus negativos e a ventos de 85 quilômetros por hora. Também realizou a travessia pelo sul da Groenlândia com esquis e trenós. A Antártida mesmo ela só conheceu no início deste ano, quando embarcou em um cruzeiro turístico com o navio Nordnorge. Felicity queria ver a Ilha Elefante, onde os homens da expedição de Shackleton ancoraram depois de conseguir abandonar o Mar de Weddell. LENDA A lendária expedição Shackleton partiu de Londres, em 1914, com 23 homens e 69 cães de trenó a bordo. O objetivo: realizar a primeira travessia a pé pelo continente gelado. A pouco tempo do destino final, o Endurance encalhou e os expedicionários ficaram perdidos naquela região por 22 meses. E só se salvaram porque seis homens saíram em busca de ajuda com um bote salva-vidas. Enquanto isso, eles viveram em tendas e nos restos do navio. Frank Hurley registrou todos esses momentos.

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