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Já tentou subir num foilboard, brôu?

Nome maluco batiza uma prancha com hidrofólio e botas de snowboard

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Por Agencia Estado
Atualização:

Voar sobre as ondas a bordo de uma prancha de surfe. O feito soa como exagero de surfista, mas é possível no foilboard, prancha adaptada para pegar swells, ou ondas em formação. O aparelho é equipado com hidrofólio - uma quilha cujo desenho lembra o de uma asa de avião. Aerodinâmica, ela minimiza o atrito com a água e consegue sustentar a prancha inteirinha no ar. O resultado é uma visão de outro mundo: surfistas flutuando sobre as ondas, suspensos apenas por uma lâmina fina. ´Você voa na água, em vez de navegar´, afirma o aventureiro Luís Roberto Formiga, apresentador do programa X-treme TV, na ESPN. ´Pela estrutura aerodinâmica do hidrofólio, não há arrasto na água´, diz. Formiga é um dos pioneiros do esporte no Brasil. Em 1997, montou o próprio foilboard ao adaptar uma air chair - variação do esqui aquático com hidrofólio e um banquinho para sentar - para a prática da modalidade. Outro craque brasileiro de foilboard é o surfista Jorge Pacelli, que pratica a modalidade há quatro anos. ´É um esporte novo, que está pegando ainda.´ Para chegar às ondas, os surfistas precisam ser rebocados por um jet ski. Remar está fora de cogitação, já que os atletas ficam presos à prancha por botas iguais às de snowboard. ´Você precisa estar bem preso porque o foilboard pega bastante velocidade´, explica Pacelli. Cair do foilboard é, nas palavras do surfista, ´um problemão´. Assim como corta a água como uma lâmina, o hidrofólio pode machucar o praticante. Por isso, o equipamento vem com um mecanismo de emergência chamado quick release, que, quando puxado, libera as fivelas usadas para prender as botas do atleta à prancha. Além disso, o piloto do jet ski fica a postos para resgatar o surfista quando ele toma um caldo. Só para experts Se cair do foilboard é complicado, não cair é mais difícil ainda. Luís Roberto Formiga chega a apelidar o esporte de ´surfe de saia justa´, pela dificuldade. ´É instabilidade para todos os lados. Andar no foilboard é como estar de pé em cima de uma bola´, explica. Mas o desafio parece valer a pena, pelo menos na opinião do surfista Carlos Burle, que foi apresentado ao foilboard há cinco anos. ´É um esporte muito gostoso e bonito de se ver.´ Guarujá e Rio Ainda há poucos foilboarders no Brasil. Luís Roberto Formiga estima que não sejam mais de 20. A maioria, como Jorge Pacelli, surfa no Guarujá, no litoral de São Paulo. O motivo é que lá há muitas ondas com canal, que demoram para quebrar. No Rio, as melhores praias para a prática, de acordo com Carlos Burle, são Copacabana e Macumba. O que impede o esporte de ser mais difundido no Brasil é o preço. O equipamento, importado do Havaí, custa de US$ 1.800 a US$ 3.500. E há, ainda, os custos com o jet ski. Mas para os que mesmo assim se interessaram pelo esporte, a dica é o site www.hydrofoilsurfing.com, da fabricante havaiana de equipamentos para foilboard Carafino.

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