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Um tour incrível (e a pé) em Santiago

Praças, museus e monumentos históricos, como a Catedral Metropolitana: está tudo aqui, em detalhes

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Atualização:

Santiago aparece de repente, depois de quase meia hora sobrevoando picos andinos cobertos de neve em qualquer época do ano - uma vista deslumbrante. A capital do Chile, onde vive 40% da população, é porta de entrada e principal cartão de visitas do país, que caiu definitivamente nas graças dos brasileiros. No primeiro semestre deste ano, 93.449 turistas do Brasil cruzaram a Cordilheira dos Andes, 15,7% a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado. É recorde histórico, fácil de entender à medida em que se conhece o estreito e extenso território, espremido entre as montanhas e o Pacífico. A melhor forma de desbravar Santiago é mesmo a pé. Os principais pontos de interesse estão nos arredores do centro, a meia hora de caminhada, e a rede de metrô é bem distribuída (a passagem custa 380 pesos ou R$ 1,41). Portanto, calce sapatos confortáveis e comece o passeio pela Avenida Bernardo O. Higgins, a principal, conhecida pelos moradores como Alameda. Seus 27 quilômetros de extensão cortam a cidade de um lado a outro, e são enfeitados por plátanos orientais - neste fim de inverno, eles espalham folhas secas pelas ruas. As construções coloniais misturam-se a prédios novos, como o edifício-sede da Telefonica, em formato de telefone celular, e oferecem um bom panorama do que esperar da arquitetura local. Outra coisa que não vai passar despercebida é a densa camada de poluição que cobre Santiago. Nada que assuste um paulistano, mas suficiente, em algumas horas do dia, para atrapalhar as fotos. FÔLEGO Como o passeio está só no começo, não vai faltar fôlego para subir os 69 metros do Cerro Santa Lucia, na frente da estação de metrô de mesmo nome. Trata-se do ponto onde o conquistador espanhol Pedro de Valdívia fundou a cidade, em 1541. Ali, foram construídos fortes para defesa do território, ainda intactos. Há, ainda, jardins e mirantes. Bem ao lado está a Biblioteca Nacional, fundada em 1813, com 6 milhões de publicações guardadas desde o século 16. Não perca a oportunidade de dar um belo giro lá dentro. No interior do prédio histórico, além das salas dos acervos, há galeria de exposições, café e internet - é só apresentar o passaporte para ter acesso grátis por meia hora. Continue pela Alameda até o Palacio de La Moneda, sede do governo chileno, inaugurado em 1799 para ser a casa da moeda - na época, uma ousadia arquitetônica e o maior edifício construído na cidade. É permitido entrar e cruzar os dois pátios principais, que abrigam exposições de artistas do país. Dali é possível ver a janela do salão onde morreu Salvador Allende (1908-1973) e da atual sala de trabalho da presidente Michelle Bachelet. O palácio é cercado por prédios de ministérios. Não deixa de ser curioso para os brasileiros, como se a Praça dos Três Poderes, em Brasília, ficasse em plena Avenida Paulista. MANIFESTAÇÕES E NERUDA A duas quadras, a Plaza de Armas é o local das manifestações populares. Ela também está cheia de edifícios históricos: a Catedral Metropolitana, o Correio central - que já foi residência presidencial - e o Museu Histórico Nacional, aberto das 10 às 17 horas. Entradas a 600 pesos (R$ 2,28). Quem tem menos de 17 anos não paga. Quer mais museus? Experimente o de Bellas Artes, no Parque Florestal, e o La Chascona , uma das casas onde viveu o poeta Pablo Neruda (1904-1973), um pouquinho mais distante, no bairro da Providencia. Se decidir pegar um táxi, atenção, pois a tarifa varia: a bandeirada custa 200 pesos (R$ 0,76), e os carros trazem placas que indicam o acréscimo a cada 200 metros rodados, entre 40 e 90 pesos (R$ 0,15 a R$ 0,34). La Chascona fica quase aos pés do Cerro San Critobal, o melhor mirante da cidade, com 260 metros de altura. Para chegar ao topo, as opções são o funicular (1.200 pesos ou R$ 4,49) e o teleférico (1.500 pesos ou R$ 5,61). PARA MATAR A FOME Enquanto caminha pelo centro, você encontrará várias ''''panaderías y pastelerías'''', lojas que vendem doces como donuts, croissants e muffins, lá chamados de queques, além de café - fraco para os padrões brasileiros. No Paseo Ahumada, um calçadão muito movimentado, perpendicular à Alameda, a dica são os tradicionais ''''cafés con piernas'''', bares onde as garçonetes usam microssaias. Mas se a fome apertar de verdade, a pedida é caminhar pelo Paseo Ahumada até o Mercado Central, o melhor endereço da cidade para provar a típica cozinha chilena: peixes, mariscos e a centolla, um crustáceo das águas geladas do país. Se ainda restar pique, pegue o metrô e desça na estação U.L.A., ou caminhe cerca de dez quadras para chegar à Avenida Libertad, que cruza a Alameda. Você estará em plena área universitária, o lindo bairro antigo. A rua, hoje asfaltada, era de madeira no começo do século 20, antes de o piso ser trocado para diminuir o ruído dos cavalos e das carruagens que passavam por ali. Os imóveis ocupados pelas instituições de ensino superior são tombados. Um bom lugar para entender a importância que Santiago dá à sua história . Biblioteca Nacional: www.bibliotecanacional.cl; Museu Histórico: www.museohistoriconacional.cl; Museu de Bellas Artes: www.museonacionaldebellasartes.cl; La Chascona: www.neruda.uchile.cl Viagem feita a convite do Caesar Business Santiago do Chile

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