Foto: Fabio Motta/Estadão
São Jorge é o santo mais buscado na internet, no Brasil, nos últimos cinco anos, segundo o Google. Conhecido como o santo guerreiro, é padroeiro do Rio de Janeiro e do Corinthians. Nas religiões de origem africana, é associado ao orixá Ogum.
Foto: JANETE LONGO/ESTADÃO
Jorge nasceu na Capadócia, hoje uma região da Turquia, por volta de 275, e seguiu carreira militar. Integrou a guarda pessoal do imperador Diocleciano, mas tinha um defeito imperdoável para a época: era cristão. Morreu degolado, a mando do imperador, em 23 de abril de 303.
Foto: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO
Jorge foi canonizado em 494 e se tornou bastante popular, sendo comemorado em 23 de abril, data de sua morte. Mas, com dúvidas sobre sua existência, em 1969 o papa Paulo VI determinou que São Jorge fosse excluído do culto universal – ele segue santo, mas cultuá-lo ou não fica a cargo de cada igreja.
Foto: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO
No Brasil, os africanos escravizados eram proibidos de cultuar seus deuses – a religião católica era obrigatória. Por isso, eles fingiam adorar santos católicos, que representavam as santidades de sua religião original. Nesse sincretismo, São Jorge passou a representar o orixá Ogum, guerreiro e senhor da metalurgia.
Foto: Joveci C. de Freitas / Estadão Acervo
O cancioneiro brasileiro está repleto de músicas a cultuar São Jorge – desde “Jorge da Capadócia”, que Jorge Benjor lançou em 1975, até “Ogum”, gravada por Zeca Pagodinho em 2008. As escolas de samba costumam ter um altar dedicado ao santo.
Foto: Bruno Teixeira/Agência Corinthians
Por que São Jorge é padroeiro do Corinthians? Há duas versões: a primeira é de que os fundadores do clube mais popular de São Paulo copiaram não só o nome do inglês Corinthian, mas também seu padroeiro. Outra explicação é que a sede do Corinthians fica numa área que pertencia à Fazenda São Jorge, no Tatuapé.
Foto: Hotel Unique/ Reprodução de Vídeo:'Fantastico'/Rede Globo
Contam que na cidade de Selém, na Líbia, havia um pântano onde vivia um dragão que comia dois cabritos por dia. Eventualmente a população sacrificava uma pessoa para oferecer ao animal. Quando a filha do rei foi escolhida, Jorge passou pelo pântano e com sua espada feriu o dragão, que teria fugido ou morrido. Esse gesto simboliza a fé que triunfa sobre o mal.
Foto: WERTHER SANTANA/ESTADÃO
A lenda de que São Jorge mora na Lua resulta da última parte da luta dele com o dragão. Uma das versões dá conta de que, ferido, o dragão fugiu pra lua, e então o santo foi até lá para encerrar o duelo e matá-lo; depois fixou moradia no satélite para, de lá, proteger os terráqueos.
Foto: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO
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Fabio Grellet