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FOTOS: Temporal e vento de mais de 100 km/h afetam 49 cidades no RS

Estado continua em alerta para novas tempestades, com previsão de queda de granizo

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Foto do autor Adriana Victorino
Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

Desde sexta-feira, 17, temporais no Rio Grande do Sul afetaram 49 municípios, desalojando 19 pessoas. A Defesa Civil alerta para novas tempestades com granizo, chuvas intensas e ventos acima de 90 km/h. Desalojados estão em Alegrete, Santa Maria, Dona Francisca, São Borja, Cerro Branco e Vale do Sol. Danos incluem destelhamentos e interrupções de energia. Cemaden monitora riscos de enxurradas e deslizamentos. Avisos de perigo permanecem em várias regiões do Estado.

Temporais que atingem o Rio Grande do Sul desde a última sexta-feira, 17, já afetaram ao menos 49 municípios e deixaram 19 pessoas desalojadas, segundo boletim divulgado pela Defesa Civil do Estado nesta segunda-feira, 20.

O Estado segue em alerta para novas tempestades, com previsão de queda de granizo, chuva intensa e rajadas de vento que podem superar os 90 km/h e com volumes entre 40 e 100 milímetros por dia, podendo ultrapassar 120 milímetros em pontos isolados das regiões Noroeste, Centro e dos Vales.

As equipes da Defesa Civil fazem a entrega de telhas para famílias de Santa Maria que tiveram suas casas atingidas pelos fortes ventos e pelas chuvas dos últimos dias. Foto: Felipe Ferreira/PMSM

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De acordo com a Defesa Civil, os desalojados estão distribuídos em seis municípios: Alegrete (cinco pessoas), Santa Maria (quatro), Dona Francisca (três), São Borja (três), Cerro Branco (duas) e Vale do Sol (duas).

Desde o início da sequência de temporais, diversas cidades registraram danos como destelhamentos de residências, queda de árvores, interrupção no fornecimento de energia elétrica e de água e bloqueios em rodovias.

Cidades registraram danos como destelhamentos de residências, queda de árvores, interrupção no fornecimento de energia elétrica e de água e bloqueios em rodovias. Foto: Bombeiros Voluntários de Candelária RS/Reprodução

O boletim mais recente aponta ocorrências em municípios como Aceguá, Agudo, Alegrete, Arroio Grande, Bagé, Cerro Branco, Gramado, Jaguari, Novo Cabrais, Paraíso do Sul, Pinheiro Machado, Quaraí, Santa Maria, Santa Vitória do Palmar, Santiago, Santo Ângelo, São Borja, São Francisco de Assis, São Martinho da Serra, São Pedro do Sul e Uruguaiana, entre outros.

As rajadas de vento mais intensas foram registradas no sábado, 18. Santa Vitória do Palmar teve ventos de 97,9 km/h, seguida por Santa Maria e São José dos Ausentes, ambas com 90 km/h. Também foram registradas rajadas de 82,1 km/h em Aceguá e de 78,8 km/h em Herval. No domingo, 19, a velocidade dos ventos diminuiu em todas as cidades.

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Candelária é uma das cidades atingidas pelas chuvas no RS. Foto: Bombeiros Voluntários de Candelária/Reprodução

Em relação à chuva, os maiores acumulados nas últimas 12 horas foram registrados em Formigueiro (53,4 milímetros), Jóia (51,4 mm), Bossoroca (46,6 mm), Ivoti (46,6 mm) e Entre-Ijuís (45,2 mm). Considerando os acumulados em dois dias, Quaraí lidera com 159,8 mm, seguida por Santa Vitória do Palmar (133,5 mm), Rosário do Sul (125,8 mm) e São Sepé (124,2 mm).

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) informou que as chuvas estão associadas à atuação de um cavado e de uma frente estacionária sobre o Rio Grande do Sul.

Segundo o órgão, diante da continuidade das chuvas, há risco de enxurradas, inundações e deslizamentos de terra. O Cemaden informou ainda que monitora e emite alertas geo-hidrológicos para 1.295 municípios brasileiros, dos quais 56 ficam no Rio Grande do Sul.

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Entre domingo, 19, e segunda-feira, permaneceu em vigor o aviso laranja de perigo para tempestades no oeste, centro e sul do Estado, abrangendo municípios como São Borja, Santa Maria, Uruguaiana, Bagé, Pelotas e Santa Vitória do Palmar, além das regiões de Ijuí, Santa Cruz do Sul e da Região Metropolitana de Porto Alegre. Nas demais áreas do Rio Grande do Sul e no litoral sul de Santa Catarina, segue o aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.

Por que está chovendo tanto no Rio Grande do Sul?

De acordo com a plataforma Climatempo, são diversos os fatores responsáveis pelo período de chuva mais intenso no Estado.

  • Frente semi-estacionária no Sul do Brasil;
  • Formação de uma área de baixa pressão atmosférica;
  • Forte transporte de umidade vindo da Região Norte;
  • Atmosfera aquecida antes da chegada do sistema frontal;
  • Formação de bloqueio atmosférico no Brasil central;
  • Início da influência do El Niño, que, como plano de fundo, favorece episódios de chuva mais frequentes e persistentes na região.

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