‘Bet da Caixa’? Idec critica plano do banco de lançar casa de aposta online

Idec acusou a Caixa de entrar em um mercado de empresas que lucram com o vício e o endividamento; procurada, Caixa não respondeu

PUBLICIDADE

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

Gerando resumo

O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) repudiou o plano da Caixa Econômica Federal de lançar uma plataforma de apostas online, popularmente conhecida como bet. No começo da semana, o presidente do banco, Carlos Vieira, disse ao Money Times que a bet deve entrar em operação até o final de novembro, com projeção de arrecadar entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões.

Em comunicado, o Idec acusou a Caixa de entrar em um mercado de empresas que lucram com o vício e o endividamento. “É uma contradição profunda: um banco público de fomento social convertendo-se em operador digital de jogos de azar”, criticou. Procurada pelo Estadão, a Caixa não respondeu até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

Idec criticou plano da Caixa de lançar bet própria; entidade aponta que o setor é 'mal regulado, socialmente danoso e pouco fiscalizado'  Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

PUBLICIDADE

Para o instituto, o setor é “mal regulado, socialmente danoso e pouco fiscalizado” e contraria o princípio de um banco público que existe para proteger os cidadãos.

O Idec lembrou ainda das dificuldades enfrentadas pelas casas lotéricas em todo o País. “Ao esvaziar essa rede e substituí-la por um aplicativo de apostas, a Caixa abandona os consumidores mais vulneráveis, aqueles que dependem do atendimento humano e da estrutura territorial do banco”, aponta.

A entidade também argumentou que a decisão legitima o azar como produto estatal e pede regulamentação mais rigorosa do setor. “A Caixa Econômica Federal precisa decidir quem quer ser: um instrumento de cidadania e desenvolvimento, ou um operador de apostas digitais a serviço do lucro fácil. Não há conciliação possível entre esses dois papéis”, destacou.

Vale ler também
Alexandre Schwartsman
O fim está próximo: não há como crescer mantida a atual política
Gustavo H.B. Franco
Precisamos falar sobre segunda-feira
Celso Ming
Cinco grandes transformações vão desafiar o Brasil e o mundo, seja quem for eleito neste domingo