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Oferta de carteiras de crédito vencidas pode crescer 10% em 2025, diz Recovery

Empresa do Grupo Itaú prevê movimento de até R$ 34 bi neste mercado este ano

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Foto do autor Cynthia Decloedt
O aumento da oferta de carteiras inadimplentes tem como pano de fundo o impacto do juro elevado na renda e capacidade de pagamento das famílias Foto: WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO

A Recovery, empresa do Grupo Itaú de gestão de créditos inadimplentes no Brasil, prevê um aumento de 5% a 10% no total de oferta de carteiras vencidas em relação ao ano passado, que ficou em torno de R$ 27 bilhões. Isso significa que em 2025, a oferta para venda de carteiras de crédito inadimplentes pode chegar a R$ 34 bilhões, de acordo com o CEO da Recovery, Bruno Russo. O pano de fundo é o impacto do juro elevado na renda e capacidade de pagamento das famílias.

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Em 2026, a expectativa é de que as cessões possam crescer ainda mais. “O ciclo de cessão de carteiras inadimplentes é mais tardio à inadimplência em si e a expectativa é de no ano que vem, a reboque do atual patamar de juro elevado, os volumes comecem a crescer mais ainda”, diz. Segundo ele, a Recovery já começa a perceber o impacto do cenário macroeconômico mais apertado no aumento do número de renegociações para pagamento de créditos que já foram repactuados, por meio de alongamento dos prazos ou redução do valor das parcelas (tickets) a serem pagas. “Os tickets de pagamento já diminuíram 5% em 12 meses”, afirma.

Russo nota que no primeiro semestre houve um fluxo de R$ 1,7 bilhão de cessão de carteiras renegociadas pelo programa Desenrola - criado no ano passado pelo governo federal para tirar parte da população da inadimplência -, e também de créditos não pagos por tomadores do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), instituído na pandemia também pelo governo federal.

Educação e cooperativas

A Recovery tem recebido também carteiras do setor de educação e de cooperativas de crédito que, de acordo com Russo, vêm testando nos últimos anos a possibilidade de reciclar capital por meio da venda de carteiras vencidas.

No semestre, o volume ofertado pelos dois segmentos soma R$ 2,4 bilhões. “As cooperativas estão se organizando por meio das confederações que as representam para facilitar o processo”, explica. Ele lembra que este mercado tem ganhado tração e amadurecido, o que já fez com que, de 2019 para cá, o número de empresas cedentes, que venderam suas carteiras de crédito em atraso, passou de 15 para 46, incluindo instituições de diferentes portes e setores.

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Esta notícia foi publicada no Broadcast+ no dia 14/08/2025, às 16:12.

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