
Quando se ouve falar em investimentos no exterior a primeira coisa que vem à cabeça de muita gente é a burocracia. Hoje em dia, investir lá fora é mais fácil do que se imagina. Wall Street pode estar a um clique de nós através dos aplicativos e sites de corretoras que facilitam - e muito - a abertura de conta dos brasileiros fora do país.
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Ainda assim, há quem prefira ter apenas uma corretora no Brasil. Por isso, veja três formas de investir no exterior e aproveitar a valorização do dólar sem que você precise abrir conta em uma corretora estrangeira.
Empresas com receita em dólar
Algumas empresas possuem receitas em dólar por atuarem com a exportação de seus bens e serviços. Um exemplo é a JBS, maior produtora de proteínas do mundo e a segunda maior companhia de alimentos, que se beneficia da valorização do dólar pois é grande exportadora.
Além de sua receita ser em dólar, essas companhias são favorecidas por fornecerem uma vantagem competitiva para os consumidores estrangeiros, aumentando sua demanda e base de clientes.
BDRs e ETFs
A segunda forma de se investir no exterior pela bolsa de valores brasileira é através de Brazilian Depositary Receipt (BDR) ou certificado de depósito de valores mobiliários. Por meio dos BDRs é possível investir nas maiores companhias do planeta terra, como por exemplo Amazon (AMZO34), Google (GOGL34) e Apple (AAPL34) pela B3. Uma instituição depositária compra os ativos do exterior, sendo que esses papéis serão custodiados e vinculados a um recibo para oferecê-las na bolsa brasileira.
Além da variação do papel, quem possui BDRs também recebe dividendos e juros sobre o capital próprio. A única diferença é que não possui direito ao voto por não ser sócio da companhia (só possuir um lastro). É importante também estar informado sobre os impostos cobrados nas BDRs, que são diferentes dos cobrados em ações brasileiras.
Já os ETFs (Exchange Traded Funds) são fundos que replicam índices e seguem seu desempenho. O mais popular ETF que desempenha tanto ações americanas quanto o dólar é o IVVB11, fundo de índice que replica o S&P 500 que possui mais de 500 empresas listadas nos Estados Unidos. Dessa forma, ao obter o IVVB11, você terá exposição a grandes companhias da maior economia do mundo e a moeda mais utilizada no planeta.
Fundos Cambiais
Como o próprio nome já diz, o fundo cambial investe em ativos ligados a moedas, como dólar e euro. Muitas vezes, os fundos cambiais são utilizados para a proteção da carteira da economia local que, geralmente, tem correlação inversa - repare que frequentemente quando o Índice Bovespa está subindo o dólar está caindo e vice-versa.
Este fenômeno ocorre porque os estrangeiros estão trocando dólar por real para realizar investimentos no país, fazendo com que a moeda local (real) se valorize. Da mesma forma, inversamente.
Há quem ainda tenha dúvidas de que investir em dólar é saudável para o portfólio. Basta observar a moeda durante os anos, independentemente do governo que está no poder no Brasil: quase sempre apresentou valorização.
Não que não haja investimentos bons vindos do Brasil - sem sombra de dúvidas existem ótimas empresas aqui -, mas diversificar a carteira de tal maneira que o risco-Brasil não interfira significativamente nos seus investimentos e aproveite as oportunidades do mercado global é imprescindível para a construção sólida das suas aplicações no mercado de capitais. Por isso, não espere o dólar cair para comprar: talvez isso não aconteça!
