O SUV elétrico Mustang Mach-E deverá ser vendido no Brasil no ano que vem. Ontem, durante coletiva virtual, o presidente da Ford na América do Sul, Lyle Watters, disse que vem trabalhando para trazer o modelo 100% elétrico ao País, mas ainda não sabe quando isso ocorrerá. O Mach-E, que é feito no México (país com o qual o Brasil mantém acordos bilaterais de comércio), já está à venda nos Estado Unidos, e vem fazendo muito sucesso por lá. Por isso, a Ford pretende ampliar as possibilidades comerciais do SUV elétrico, que também deverá chegar à Europa no primeiro trimestre do ano que vem.
O Mustang Mach-E é produzido em quatro versões. A básica, Select, custa US$ 43.895, ou cerca de R$ 232 mil, na conversão direta, sem impostos. A Premium sobe para US$ 47 mil (equivalentes a R$ 248 mil). A California Route 1 sai por US$ 49.800 (R$ 263 mil), enquanto a topo de linha, GT, salta para US$ 60.500 (R$ 320 mil).
Na versão Select, o motor elétrico gera 259 cv, com opção de tração traseira e integral. O torque é variável, entre 42,1 mkgf e 59,1 mkgf. Na California Route 1, a tração é só traseira. A potência é de 285 cv, e o torque, 42,1 mkgf. A Premium tem 338 cv e o mesmo torque para as trações traseira e integral.
Mustang elétrico chega a 100 km/h em 3,5 s
Já a GT tem 465 cv e 84,6 mkgf. Com essa força, a Ford promete aceleração de 0 a 100 km/h em 3,5 segundos. São números de um bom esportivo. A autonomia varia de 338 km a 480 km, dependendo da versão.
O Mach-E tem três opções de modos de condução: whisper, engage e unbridled, este último o esportivo. A central multimídia mostra tráfego em tempo real, rota em nuvem para segurança e busca inteligente em 25 idiomas. Tudo apresentado em uma tela de 15,5 polegadas. O sistema é compatível com Waze, Alexa, Pandora, Domino's e Accu Wheater (que mostra previsão do tempo).
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Para abrir as portas, basta pressionar um botão. Por dentro, além da enorme tela, há dez alto-falantes com potência total de 500 Watts, teto solar panorâmico (de série nas versões mais caras), carregador de celular por indução e saídas de ar atrás, além de entradas USB com modo de carregamento.
Mach-E tem dois porta-malas
Um segundo porta-malas na frente, no lugar onde ficaria o motor dos carros a combustão, pode virar um cooler. Dá para colocar gelo e manter refrigerados bebidas e alimentos. A tampa sela o compartimento, que tem 91 litros de capacidade.
Um dos destaques é um app feito pela Ford Pass. O sistema informa a autonomia da bateria e indica um local de recarregamento mais próximo, sempre de acordo com a rota e a carga restante.
O SUV elétrico tem um carregador à prova d'água que será vendido para uso em residências. De acordo com a montadora, com a utilização desse sistema bastam dez minutos de recarga para que o carro possa rodar 75 km. Como é de praxe no mercado, a bateria tem garantia de oito anos ou 100 mil quilômetros.
Foram feitos estudos de som nos EUA, Europa e China para escolher o "barulho do motor" do Mach-E. Isso porque carros elétricos não emitem som, o que pode ser perigoso para pedestres. O "ronco" escolhido parece o dos carros voadores da animação Os Jetsons.
Bronco, Mustang Mach 1 e Ranger Black também vêm aí
Além do Mach-E, que ainda é uma possibilidade, Lyle Watters confirmou que a marca irá importar no ano que vem outras três novidades para Brasil: o SUV Bronco, o esportivo Mustang Mach 1 e a Ranger Black.

O Bronco, que também é feito no México e foi lançado neste ano, tem duas configurações bem distintas: Bronco e Bronco Sport. A primeira é mais rústica e feita sobre chassi. Tem grande capacidade no fora de estrada e duas opções de motor a gasolina com turbo: 2.3 de 270 cv e 2.7 V6 de 310 cv. Seu rival direto é o Jeep Wrangler.
Já o Bronco Sport utiliza estrutura monobloco e tem porte semelhante ao do Jeep Compass. Entre as opções de motor, há um 1.5 turbo de três cilindros e 184 cv e um 2.0, também com turbo, que gera 248 cv.

A notícia da importação do Mustang Mach 1 é uma surpresa. O modelo é uma reedição do clássico produzido em 1968. Entre os diferenciais em relação ao Mustang "convencional" estão a grade com os espaços reservados aos faróis auxiliares, para-choque, aerofólio e rodas.
Além do visual chamativo, o Mach 1 tem pegada mais esportiva. O motor 5.0 V8 gera 486 cv, 20 cv a mais que o da versão atualmente à venda no Brasil (Mustang GT) e tabelada a R$ 354.990.

Quanto à Ranger, além do anúncio da fabricação da nova geração na Argentina, a Ford informou que irá trazer a versão Black. O modelo, como o nome sugere, se caracteriza pelo acabamento preto em elementos como grade, corpo de retrovisores e rodas.
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