MP faz novas cobranças por funções de proteção a menores no Discord

O órgão pede apresentação de planejamento e apresenta sugestões, além de defender o bloqueio de lives até que as demandas sejam atendidas.

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Foto do autor Nilton Kleina

O Ministério Público Federal (MPF) voltou a fazer pedidos à Justiça para que o Discord cumpra uma série de medidas que ampliem a proteção de crianças e adolescentes na plataforma. A solicitação tem tom de urgência e está ligada às atuais sanções contra o serviço no Brasil.

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De acordo com a manifestação, o Discord precisa atender a uma série de pedidos para alterar ou implementar ferramentas no aplicativo. Além disso, a empresa responsável pelo serviço precisa apresentar um plano em até 30 dias que reúna as modificações que serão promovidas e garantam a segurança de menores de idade.

Entre as solicitações do MPF para o Discord, estão medidas como:

  • Preservação de dados relacionados a denúncias e casos criminais investigados;
  • Impedir que canais removidos sejam recriados ou perfis banidos voltem a usar o app;
  • Adoção de mecanismos de supervisão parental e verificação de idade;
  • Melhorias nos sistemas já existentes de denúncia e moderação de conteúdo.
Plataforma Discord segue proibida de liberar ferramenta de tansmissões ao vivo no Brasil. Foto: Mauro Pimentel/AFP

Segundo o órgão, as transmissões ao vivo devem continuar suspensas no país, assim como determinado pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), até que as determinações sejam atendidas e o aplicativo seja considerado mais seguro.

O que diz o Discord

As transmissões ao vivo foram proibidas no país na metade de agosto, quando a ANPD instaurou um processo de fiscalização contra o aplicativo. A plataforma recorreu da decisão, mas não conseguiu a autorização para retomar as lives.

O caso foi motivado por uma tragédia envolvendo uma menina de 13 anos, levada a tirar a própria vida depois de induções promovidas em um grupo na plataforma. Após a ação do governo, a Justiça Federal deu ao Discord um prazo para a apresentação da proposta de melhorias na plataforma.

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O Discord ainda não comentou oficialmente a nova manifestação do MPF, mas reclamou do pedido original de suspensão do recurso por considerar a medida “prematura”. A companhia alega que mantém “um diálogo ativo” com as autoridades e “não tolera grupos ou indivíduos que promovem ou incentivam a violência”.

Segundo a plataforma, a caracterização do serviço pela ANPD “não reflete” os investimentos feitos na segurança dos usuários e ela colabora ao “fornecer informações relevantes, quando apropriado” para investigações.

Como o incidente com o Discord pode nos ajudar a melhorar o cuidado com jovens na internet? Saiba mais sobre o tema nesta coluna.

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