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Noboa foi reeleito no último domingo com 55% dos votos, vencendo Luisa González, que não reconheceu o resultado
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O presidente do Equador, Daniel Noboa, foi reeleito no domingo, 13, com 55% dos votos, vencendo a correísta Luisa González. Ela não reconheceu os resultados do Conselho Nacional Eleitoral e pediu recontagem dos votos.
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Noboa havia sido eleito para um mandato tampão, depois que o conservador Guillermo Lasso foi deposto pela Assembleia, em 2023. No poder, decretou conflito armado interno e colocou milhares de soldados nas ruas para combater as gangues, que classificou como organizações terroristas.
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Noboa era um empresário liberal pouco experiente na política. Eleito para a Assembleia Nacional em 2021, ele chegou à última disputa presidencial, em 2023, quase como um outsider e despontou como grande surpresa, conquistando o mandato de 15 meses, que se encerra em maio.
Nascido nos Estados Unidos, ele é formado em universidades estrangeiras e ficou conhecido por ser filho do magnata Álvaro Noboa, um dos mais ricos do país, que fez fortuna com bananas. Antes de entrar para a política, ele abriu uma empresa de organização de eventos aos 18 anos e depois entrou para a Noboa Corp., de seu pai.
Noboa se define como de centro-esquerda, mas venceu com o apoio de parte da direita e aplica uma política econômica neoliberal. Ele evita palanques, coletivas de imprensa e entrevistas, mas é ativo nas redes sociais e é considerado um dos presidentes mais populares da região.
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Sob seu governo, a taxa de homicídios caiu de 46,18 por 100 mil habitantes em 2023 para 38,8 em 2024. Ainda assim, o Equador é o país mais violento da América Latina e o número de mortes violentas voltou a subir em 2025. Nos primeiros 50 dias do ano, foram 1,3 mil assassinatos, o equivalente a uma morte violenta por hora.
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Daniel Noboa ganhou apoio com a política linha dura contra o crime. Mas algumas das suas táticas rigorosas no combate ao crime foram criticadas por desafiarem os limites legais e organizações de direitos humanos denunciam abusos por trás de seu plano de segurança.
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AFP