Influenciadores Bia Miranda, Gato Preto e Mamau são alvos de operação contra jogos de azar

Segundo a polícia do RJ, eles e outras 12 personalidades que usam as redes para divulgar jogos como o do Tigrinho são suspeitos de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa. ‘Estadão’ tenta contato com as defesas

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Foto do autor José Maria Tomazela
Atualização:

Influenciadores digitais têm noção do próprio grau de influência?

Brasil só perde para os EUA em número de influenciadores: segundo a Nielsen, são mais de 10 milhões com pelo menos mil seguidores no Instagram. Crédito: Estadão

Uma operação realizada nesta quinta-feira, 7, pela Polícia Civil do Rio de Janeiro mira 15 influenciadores digitais que usam as redes sociais para divulgar o jogo popularmente conhecido como “Jogo do Tigrinho” e outros semelhantes. Bia Miranda, Gato Preto e Mamau estão entre os alvos. A reportagem tenta contato com a defesa dos influenciadores.

Bia Miranda, Gato Preto e Mamau alvos de operação contra jogos de azar.  Foto: Reprodução/Rede Saocial

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Segundo a apuração, que também tem no foco Jenny Miranda, mãe de Bia, as personalidades usam as redes sociais para incentivar o jogo, com promessas enganosas de lucros fáceis, com o intuito de atrair seguidores para estas plataformas de apostas, que são proibidas no País.

Conforme a polícia, foram identificados sinais claros de enriquecimento incompatível com a renda declaradas pelos influenciadores.

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A investigação aponta que eles ostentam nas redes sociais estilos de vida luxuosos, com viagens internacional, carros de luxo e imóveis de alto padrão. Relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelaram movimentações bancárias suspeitas que ultrapassam a soma de R$ 4 bilhões.

Bia Miranda e Gato Preto são alvos da polícia por jogo do Tigrinho. Foto: Reprodução/Rede Saocial

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Além da promoção de jogos ilegais, os investigados são suspeitos de integrar uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas entre divulgadores, operadores financeiros e empresas de fachada.

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Jogo do Tigrinho. Foto: Reprodução/TV Globo

A estrutura seria usada para ocultar a origem ilícita dos recursos, caracterizando lavagem de dinheiro. A polícia também identificou conexões entre alguns envolvidos e indivíduos com antecedentes ligados ao crime organizado, o que elevou o grau de complexidade da investigação.