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Castello Branco aceita convite para presidir Petrobrás

Ex-diretor do BC e da Vale, economista é visto como homem de confiança de Guedes e trabalhou na equipe de campanha de Bolsonaro

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Foto do autor Renata Agostini

RIO - O economista Roberto Castello Branco foi convidado para assumir o comando da Petrobrás e aceitou ocupar o cargo. A informação, antecipada hoje pelo Estado, foi confirmada, por meio de nota, pela assessoria do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. Ivan Monteiro permanece no cargo até a nomeação do economista pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, o que só deve ocorrer em janeiro, após a posse.

Assembleia extraordinária, convocada nesta terça, vaidecidir sobre a substituição de Castello Branco pelo general Joaquim Silva e Luna como membro do Conselho da empresa. Foto: Marcos de Paula/Estadão

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Leia a íntegra da nota: "O futuro Ministro da Economia, Paulo Guedes, recomendou ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, a indicação para a presidência da Petrobrás de Roberto Castello Branco, que aceitou o convite. Economista, com pós-doutorado pela Universidade de Chicago e extensa experiência no setores público e privado, Castello Branco já ocupou cargos de direção no Banco Central e na mineradora Vale, fez parte do Conselho de Administração da Petrobrás e desenvolveu projetos de pesquisa na área de petróleo e gás. Atualmente é diretor no Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico da Fundação Getúlio Vargas. O atual presidente da Petrobrás, Ivan Monteiro, permanece no comando da estatal até a nomeação do novo presidente."

Ex-diretor do Banco Central e da Vale, Castello Branco fazia parte do time de especialistas que Guedes reuniu durante a campanha para debater a formulação de propostas econômicas para o então presidenciável.

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Castello Branco é visto como homem de confiança de Guedes e seu nome já vinha sendo cogitado para o posto. Mas, como o trabalho de Monteiro à frente da Petrobrás era bem avaliado pelo futuro ministro da Economia, havia disposição para que ele seguisse no comando da petroleira. Monteiro mostrou-se, contudo, reticente em permanecer por mais um período na estatal. De acordo com relato feito à reportagem do Estado, ele argumentou a Guedes que o trabalho de reestruturação financeira já havia sido feito na companhia e descreveu o desgaste a que se submeteu nos últimos anos como empecilho para sua confirmação.

Para Guedes, o desenho ideal é ter Castello Branco na Petrobrás e Monteiro, que fez carreira no Banco do Brasil, no comando da instituição financeira. Como Guedes, Castello Branco tem formação na Universidade de Chicago, onde concluiu seu pós-doutorado, e já vinha contribuindo com propostas para o programa do futuro governo na área de óleo e gás. Ex-presidente do IBMEC e professor da FGV, ele chegou a fazer parte do conselho da Petrobrás durante o governo de Dilma Rousseff.

Caixa

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Rubem Novaes, que foi diretor do BNDES e também é professor da FGV, e Pedro Guimarães, sócio do banco Brasil Plural, estão ambos bem cotados para assumir o comando da Caixa nesse desenho. A atual secretária executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, chegou a ser sondada para o cargo, mas não se mostrou entusiasmada com a proposta. Paulo Guedes tem repetido aos mais próximos que quer auxiliares “com brilho nos olhos” e não apenas com currículo adequado para exercer as funções.

Novaes chegou a ser cogitado para o comando do BNDES, mas como as conversas com Joaquim Levy avançaram, ele deve ser realocado para outra área do governo. Com a confirmação dos nomes de Levy no comando do BNDES e Mansueto de Almeida na secretaria do Tesouro Nacional, a futura equipe econômica chefiada por Guedes vai tomando forma. Na área do Ministério do Planejamento, que será incorporado à pasta de Guedes, o atual ministro Esteves Colnago é bem cotado para seguir no posto, mas não há definição. Guedes também recebeu bons relatos do trabalho do secretário-executivo da pasta, Gleisson Rubin.

Ao seu time, Guedes tem dito que deseja enxugar o número de secretarias e também reestruturar algumas áreas de seu futuro “superministério”. Ele gostaria, por exemplo, de criar uma secretaria de “produtividade e emprego”. O economista, que tem tido autonomia para definir a composição da equipe econômica, já afirmou a interlocutores que deseja preencher os espaços com nomes técnicos e dar menos protagonismo a cada um dos cargos. 

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Guedes também já sinalizou internamente que pretende convidar outros nomes do mercado para integrar a futura administração, trazendo, até mesmo, empresários. Guedes citou Salim Mattar, sócio da Localiza, a interlocutores como um “bom nome” para integrar seu superministério.

Para lembrar

Na última semana, a equipe de transição do presidente eleito, Jair Bolsonaro, comandada pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, tem anunciado os nomes para importantes posições no governo. 

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Na quinta-feira, 15, o economista Roberto Campos Neto foi anunciado oficialmente como o substituto de Ilan Goldfajn no Banco Central. Na véspera, o Estado havia antecipado que Ilan não ficaria no cargo, mesmo sendo a preferência de Bolsonaro. No mesmo dia, também foi confirmado que o atual secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, permanecerá no cargo no novo governo.

Três dias antes, a assessoria de imprensa de Guedes informou que o economista Joaquim Levy tinha aceitado o convite para presidir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no lugar de Dyogo Oliveira. 

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