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AWS, empresa de nuvem da Amazon, quer se espalhar pela economia brasileira

Bancos são os principais clientes no País, mas a companhia pretende crescer em mais setores

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'Vamos capilarizar em cima de outras indústrias', diz Cleber Morais, da AWS Foto: Divulgação/AWS

A Amazon Web Services (AWS), maior empresa de computação em nuvem do mundo, espera acelerar a trajetória de crescimento no Brasil ao longo dos próximos anos. O País já está entre os principais mercados da gigante de tecnologia, mas ainda representa uma fatia pequena em comparação com as economias mais digitalizadas do mundo, como Estados Unidos e algumas partes de Europa e Ásia.

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Atualmente, o setor bancário compõe a maior clientela da AWS por aqui, refletindo o nível elevado de digitalização das instituições financeiras, com guarda de dados, automação e cibersegurança. O Itaú Unibanco, por exemplo, divulgou o compromisso de migrar 100% de sua infraestrutura para os data centers da AWS.

Pela frente, a companhia enxerga que há espaço para crescer também em áreas como seguros, saúde e comércio online, que estão seguindo o mesmo caminho dos bancos. “São indústrias de milhões de usuários, com muitos dados a serem minerados”, diz o diretor-geral da AWS no Brasil, Cleber Morais, em entrevista à Coluna. “Vamos capilarizar em cima de outras indústrias que têm inteligência artificial e nuvem como formas de diferenciar os seus serviços.”

Companhia investiu US$ 3,8 bi em data centers

A AWS investiu US$ 3,8 bilhões para construir e manter seus data centers no Brasil desde sua chegada por aqui, em 2011. Em 2024, anunciou planos de investir mais US$ 1,8 bilhão até 2034, o que está em andamento. O endereço desses empreendimentos é mantido sob absoluto sigilo por segurança. “Quando você guarda o dinheiro no banco, pergunta onde fica o cofre? Não, né? Então por que precisa saber onde ficam guardados os dados?”, compara Morais.

Questionado sobre uma potencial bolha de inteligência artificial (IA), o executivo evita dar opinião sobre um possível exagero no valor das ações das big techs em bolsa. Em vez disso, defende que a demanda pela nova tecnologia e por processamento de dados em geral vai seguir crescendo nos próximos anos.

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Segundo ele, não há infraestrutura ociosa de data centers, como em outras bolhas. “Lá atrás, teve a bolha da internet, mas a visão estrutural não mudou. A internet continua sendo essencial. Da mesma forma, não há dúvidas de que a IA veio para ficar. É uma tecnologia transformadora, o consumo cresce cada vez mais rápido e será parte definitiva das nossas vidas”, ressalta.

IA impulsiona demanda

Ao todo, o portfólio da AWS tem mais de 200 serviços, que são customizados para os clientes empresariais. A IA tem catapultado a demanda, acoplada em diferentes serviços. De acordo com a consultoria Gartner, até 2028, 33% de todas as aplicações empresariais incluirão agentes de IA, ante 1% em 2024.

Um desses exemplos veio da Mater Dei. A empresa de saúde adotou uma solução da AWS para que pacientes com sintomas leves façam a retirada de senha de forma virtual, recebam uma previsão do tempo de espera em casa e se desloquem ao hospital apenas quando o atendimento estiver próximo. O projeto começou no Hospital Mater Dei Contorno, em Belo Horizonte (MG). O resultado foi redução de 60% do tempo de permanência dos pacientes no pronto-socorro. O pulo do gato está nos modelos de previsão de tempo de espera, que foram treinados com dados específicos de cada especialidade médica, garantindo uma análise mais precisa.

Para atender à demanda crescente por esse tipo de serviço, a multinacional anunciou em dezembro, durante seu encontro anual em Las Vegas, nos EUA, a solução Amazon Nova Forge. O serviço permite que instituições desenvolvam seus próprios modelos de linguagem (LLM, na sigla em inglês) por meio de treinamento aberto desde o estágio inicial, resultando em plataformas com conhecimento específico sobre os negócios do cliente. Em resumo: cada empresa pode ter seu próprio assistente de IA, com conhecimento mais aprofundado das operações, em vez de fornecer respostas genéricas. “O objetivo aqui é atender necessidades cada vez mais específicas das empresas”, aponta Morais.

Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 15/01/2026, às 16:00

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