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Lenarge compra Zero Carbon e cria gigante de logística com faturamento de R$ 2 bi

Nova empresa soma 2 mil colaboradores e não descarta novas aquisições

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Foto do autor Elisa Calmon
A Lenarge transporta 15 milhões de toneladas de cargas anualmente Foto: Daniel Teixeira/Estadão - 19/05/2019

A Lenarge, empresa mineira de transporte com atuação nacional, adquiriu a Zero Carbon Logistics, focada em logística sustentável. A operação, cujo valor não foi divulgado, dará origem a uma companhia com faturamento de R$ 2 bilhões previsto para 2025, 30% a mais do que a empresa compradora registrou no ano passado.

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A Lenarge transporta 15 milhões de toneladas de cargas anualmente, atendendo setores como siderurgia, mineração, construção civil e agronegócio. Com a incorporação, irá diversificar o portfólio com segmentos nos quais a Zero Carbon já atua. Entre eles, transporte de equipamentos de manutenção, reparo e operações (MRO), armazenagem, locação de caminhões e equipamentos 100% elétricos. O novo grupo soma mais de 2 mil colaboradores e uma frota superior a 3 mil equipamentos

A expectativa é que o negócio também fortaleça a presença da Lenarge em soluções de transporte sustentável. “As principais sinergias serão a expansão das boas práticas, relacionadas à sustentabilidade, e ganhos de escala”, afirma o CEO da Zero Carbon, Felipe Marçal Cota.

Redução de emissões

Para diminuir as emissões na cadeia logística, a Zero Carbon utiliza veículos elétricos e movidos a Gás Natural Liquefeito (GNL). A estratégia passa também pela centralização das operações logísticas, segundo o executivo. Cota destaca que isso permite reduzir o número de veículos em circulação e, por consequência, em até 20 vezes a quantidade de CO2.

Ainda assim, o CEO da Zero Carbon avalia que a companhia possui uma tabela de preços “bem competitiva”. Ele atribui isso à automatização e centralização, que reduzem desperdícios. “Reduzindo o CO2, diminuímos também as despesas e conseguimos enxugar os custos para não repassar para os clientes um valor acima do mercado para os serviços”, explica.

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Neste primeiro momento pós-aquisição, as companhias devem focar no crescimento orgânico, com destaque para o avanço projetado para o faturamento. Contudo, Marçal não descarta novas operações no futuro. “Temos outras aquisições no radar. Isso vem sendo discutido e analisado”, diz.

Mas o executivo relata que mapear oportunidades no setor de logística, principalmente sustentável, não é um processo simples. “Vemos uma grande dificuldade de encontrar companhias alinhadas com o mesmo propósito e que tenham uma automatização mais moderna”, diz.

Esta notícia foi publicada no Broadcast+ no dia 04/04/2025, às 15:09.

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