Lula assina projeto que libera R$ 7,3 bilhões para pagamento do piso da enfermagem

Piso nacional para a categoria é de R$ 4.750; texto ainda será enviado ao Congresso

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Foto do autor Sofia  Aguiar

SÃO PAULO E BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira, 18, em cerimônia no Palácio do Planalto, o projeto de lei que abre espaço de R$ 7,3 bilhões no Orçamento para pagamento do piso salarial dos trabalhadores da enfermagem. O texto será enviado ao Congresso. Lula não discursou no evento desta tarde, que contou com a participação do enfermeiro e ex-BBB Cezar Black.

O piso nacional prevê que enfermeiros devem receber R$ 4.750. O valor mínimo para técnicos de enfermagem é de R$ 3.325 e o de auxiliares e parteiras, de R$ 2.375. Aprovado pelo Congresso no ano passado, o piso da enfermagem está suspenso por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso desde setembro.

Piso Nacional da Enfermagem está suspenso por determinação do ministro do STF Luis Roberto Barroso. Foto: André Dusek / Estadão

Na decisão, Barroso argumentou que o projeto aprovado por Câmara dos Deputados e Senado não estabelecia de onde sairiam os recursos para arcar com os custos e não previa qual seria o impacto financeiro da medida.

Publicidade

A solução encontrada pelo Congresso foi aprovar, em dezembro passado, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Enfermagem, que definiu a fonte dos recursos para custear a medida no setor público, nas entidades filantrópicas e nos hospitais que tenham pelo menos 60% de seus pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde. O dinheiro virá de parte dos recursos do fundo do pré-sal e de outros fundos constitucionais com saldo positivo financeiro.

Vale ler também
Coluna da Broadcast
Sky e Giga+ (ex-Alloha) negociam fusão e podem criar quarta maior do setor
Rogério Werneck
Dois pesadelos: candidatos que poderão presidir País nos próximos 4 anos exibem completo despreparo
Coluna da Broadcast
Depois de estreia na Faria Lima, Sicoob já avalia até emissão no exterior