PUBLICIDADE

Bastidor: Ida de Lobo a Brasília em disputa pela CVM surte efeito e é nova derrota de Haddad

Lula indicou o nome do advogado, em edição extra do ‘Diário Oficial da União’, a contragosto da equipe econômica e bem recebido pela ala política do governo

PUBLICIDADE

Foto do autor Célia Froufe
Atualização:

Haddad não crava que fica na Fazenda e diz que já entregou ‘tudo que Lula encomendou’

Ministro da Fazenda diz que ainda vai conversar com o presidente sobre o seu futuro. Crédito: Isabella Almada/Estadão

BRASÍLIA - Surtiram efeito as andanças de Otto Lobo por Brasília em outubro passado, com a intenção de se transformar de interino a permanente presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Na quarta-feira, 7, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou o nome do advogado, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), a contragosto da equipe econômica, que garantia serem “falsas” as informações que circulavam de que ele seria mantido no órgão.

Apesar de ser a mais nova derrota do ministro da Fazenda, Fernando Haddad — que está em férias —, para a ala política do governo, as nomeações de Lobo e de Igor Muniz para diretor da CVM foram bem recebidas entre advogados que interagem com a reguladora.

Lobo exerceu o cargo de presidente interino da CVM até o dia 31 de dezembro Foto: Juan Vazquez/Reprodução via Facebook

PUBLICIDADE

Em novembro passado, o Estadão/Broadcast registrou que as alterações na CVM eram vistas como mais politizadas do que nos demais órgãos com vagas abertas e que havia uma disputa declarada entre os ministérios da Fazenda e da Casa Civil em relação ao comando da CVM.

O Instituto Empresa manifestou preocupação com a indicação de Lobo. A entidade diz que houve critérios “que parecem mais alinhados à lógica política do que à avaliação técnica e de mercado” na escolha do presidente do órgão.

Lobo exerceu o cargo de presidente interino da CVM até o dia 31 de dezembro, quando acabou o seu mandato. Até a aprovação da sua indicação pelos senadores, o órgão será comandado interinamente pelo diretor João Accioly, o mais antigo da casa.

A outra cadeira do colegiado é ocupada pela diretora Marina Copola. O preenchimento das cadeiras vagas na CVM é considerado fundamental para o bom andamento do órgão, com o desenvolvimento da agenda regulatória, reuniões de Colegiado e sessões de julgamento.

Vale ler também
Coluna da Broadcast
Cresce internacionalização de empresas brasileiras, diz executivo do Citi
Fabio Giambiagi
‘Tu, finish!’ Vamos torcer para que tenha sido a última vez de um Bolsonaro no 2º turno presidencial
Coluna da Broadcast
Paraguai avança como destino de expansão para empresas brasileiras, afirma Citi

Publicidade