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WEG enfrenta custos mais altos, mas demanda nos EUA surpreende analistas do Citi

Banco reduziu o preço-alvo de R$ 51 para R$ 49,50, mas ainda vê potencial de alta de 12,5% para as ações; custos de matérias-primas e tarifas devem continuar pressionando as margens

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Foto do autor Luísa Laval
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O Citi reduziu o preço-alvo das ações da Weg de R$ 51 para R$ 49,50 após resultados do terceiro trimestre, mantendo recomendação neutra. A Weg enfrenta desafios de margem devido a custos de matérias-primas e tarifas, mas vê crescimento em geração e distribuição nos EUA. No Brasil, o setor de T&D compensa fraquezas em solar. A empresa lida com custos de expansão no México e Colômbia. O Citi ajustou a projeção de lucro para 2026 e 2027, refletindo margens menores.

WEG enfrenta custos mais altos, mas demanda nos EUA surpreende analistas do Citi Foto: Adobe Stock

O Citi reduziu o preço-alvo das ações da Weg (WEGE3) de R$ 51 para R$ 49,50, após incorporar os números do terceiro trimestre e os comentários da administração na teleconferência de resultados. O banco manteve recomendação neutra e afirmou que os ventos contrários de margem vindos de matérias-primas, tarifas e custos pré-operacionais devem persistir no quarto trimestre, apesar de iniciativas de preços e produtividade. O novo valor implica potencial de alta de 12,5% ante o fechamento de ontem, com retorno total estimado de 14,4% em 12 meses, considerando dividendos.

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Segundo os analistas André Mazini, Kiepher Kennedy e Piero Trotta, a principal surpresa positiva do trimestre veio em geração, transmissão e distribuição (GTD), com vendas de geradores na América do Norte superando o desempenho de transmissão e distribuição (T&D) e se tornando o maior vetor de crescimento no exterior.

A administração citou uma demanda “excepcionalmente forte” nos EUA, o que, para o Citi, valida o investimento anunciado recentemente para ampliar capacidade de geradores.

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No Brasil, o banco afirma que o negócio de T&D continuou compensando a fraqueza em solar distribuída, apoiado por entregas ligadas a transmissão e pela rampa de capacidade adicionada recentemente. Em contrapartida, destaca que a área de equipamentos eletroeletrônicos industriais (EEI) no Brasil seguiu fraca, com queda disseminada nos negócios de ciclo curto, em meio a juros ainda elevados e incerteza relacionada às eleições. A companhia disse que a visibilidade segue limitada, dada a carteira de pedidos (backlog) típica de apenas um a dois meses.

Em margem, o Citi relata que a administração atribuiu a piora sobretudo ao aumento de custos de matérias-primas e tarifas, além de despesas pré-operacionais ligadas a projetos de expansão. O relatório cita alta de mais de 40% do cobre em 12 meses e avanço de quase 20% do aço no mercado internacional.

Também pesaram, segundo o Citi, tarifas sobre transformadores produzidos no México e exportados para os EUA, além de custos de contratação e treinamento de equipes nos projetos greenfield (novos investimentos) no México e na Colômbia.

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A empresa afirmou que esses fatores devem continuar presentes no quarto trimestre, embora os reajustes de preço sigam em implementação e os custos de partida tendam a normalizar gradualmente com o início de operação das plantas.

Sobre reembolsos de tarifas, a Weg disse que as discussões seguem em andamento, mas que os valores reconhecidos no trimestre foram imateriais, e que eventual ressarcimento deve ocorrer em parcelas.

Após a atualização do modelo, o Citi reduziu a estimativa de lucro líquido de 2026 para R$ 6,225 bilhões, revisão de 3% para baixo, refletindo uma expectativa de margem um pouco menor no quarto trimestre.

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Para 2027, a projeção passou a R$ 7,243 bilhões, corte de 2%. O Citi estima que a ação negocia a 25,5 vezes o preço sobre lucro (P/L) projetado para 2027.

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