Miguel Setas | CEO da Motiva
CEO da Motiva conversou com o Estadão. Crédito: TV Estadão
O Citi elevou a recomendação das ações da Motiva (MOTV3) de neutro para compra após a queda de 28% no valor das ações, considerada uma reação exagerada ao resultado das eleições presidenciais. O preço-alvo foi ajustado para R$ 17,40, indicando potencial de alta de 20,41%. O analista Felipe Nielsen destacou a oportunidade de compra devido à qualidade da empresa e boas oportunidades de alocação de capital, apesar da previsão de queda nas vendas e lucro líquido até 2027.
O Citi elevou a recomendação para as ações da Motiva (MOTV3) de neutro para compra após a “reação exagerada” dos investidores ao resultado do segundo turno das eleições presidenciais. O preço-alvo foi reduzido de R$ 20,40 para R$ 17,40, o que ainda representa potencial alta de 20,41% ante o último fechamento.
O resultado divulgado nesta quarta-feira (28) foi considerado marginalmente positivo, acima do consenso. O destaque, porém, ficou com a forte queda das ações desde segunda-feira, no “day after” das eleições.
“Embora juros mais altos justifiquem um ‘re-rating’ [reclassificação] negativo em relação à avaliação pré-eleições, a queda de 28% da ação parece uma reação exagerada, o que reabre a oportunidade de comprar uma empresa de alta qualidade com sólidas oportunidades de alocação de capital”, escreveu o analista Felipe Nielsen.
Ele vê taxa interna de retorno (TIR) real de 11,5%, o que representa uma sobretaxa (“spread”) de 3,4% sobre as taxas reais soberanas. “Há uma boa assimetria de alta”, diz Nielsen.
A empresa deve registrar queda em vendas com a elevação dos juros futuros, e os efeitos serão sentidos em praticamente todas as linhas, para o Citi. A estimativa de lucro líquido para 2027 foi reduzida de R$ 4,12 bilhões para R$ 3,85 bilhões.
O último relatório foi divulgado em 21 de outubro, quando o banco rebaixou a recomendação para neutro, em seguida ao forte rali que praticamente apagou o espaço para valorização dos papéis frente ao preço considerado justo pelo banco.
O analista afirma que as despesas de capital vieram abaixo do esperado e sugerem que os investimentos no ano ficarão abaixo do guidance (projeção) anterior, embora ainda existam sinais de aceleração no quarto trimestre.

*Com informações da Broadcast
