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A liquidação extrajudicial da Will Financeira pelo Banco Central decretada na manhã desta quarta-feira (21), ajuda a explicar por que o Will Bank ficou fora do ar e gerou dúvidas entre clientes sobre o acesso aos recursos mantidos na instituição. Com a decretação do regime, as operações são interrompidas e a gestão passa ao liquidante nomeado pela autoridade monetária, o que significa que contas, cartões e aplicativos deixam de funcionar enquanto o patrimônio é levantado e os credores são identificados.
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Quando o investidor tenta acessar o site do banco, se depara com o PDF emitido na noite anterior (20) pelo BC, assinado pelo presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, e divulgado somente hoje.
Linha do tempo: o que aconteceu com o Banco Master
Linha do tempo: o que aconteceu com o Banco Master.
Mas esse bloqueio operacional, no entanto, não implica perda automática do dinheiro pelos clientes. No caso das contas correntes, os saldos mantidos no Will Bank estão protegidos pelo Fundo garantidor de Créditos (FGC), dentro das regras da chamada garantia ordinária.
Isso inclui depósitos à vista e valores mantidos em contas de pagamento, com cobertura de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado financeiro, respeitado o teto global de R$ 1 milhão a cada quatro anos.
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Assim, quem tinha recursos dentro desse limite tem direito ao ressarcimento, ainda que o acesso não seja imediato.

Documento em PDF que surge quando o investidor tenta acessar o site do Will Bank (Foto: próprio site do banco)
A liquidação extrajudicial, porém, afeta diretamente a liquidez. O pagamento do FGC depende do envio da lista de credores pelo liquidante (a parte mais demorada do processo), da validação das informações e da solicitação formal por parte do investidor.
Só depois dessas etapas o fundo libera os valores em até 48 horas úteis (o equivalente a 6 dias da semana) após a assinatura do termo, o que exige organização, atenção às comunicações oficiais e cuidado redobrado com tentativas de golpe.
