Jornal Eldorado
As principais notícias do dia com Haisem Abaki e Michelle Trombelli

No talk show da revista Trip, Paulo Lima recebe convidados para entrevistas leves e descontraídas
As principais notícias do dia com Haisem Abaki e Michelle Trombelli
O Conselho de Segurança da ONU aprovou o envio de uma missão internacional para o Haiti, mais de seis anos depois do fim da Minustah, missão de paz que era comanda pelo Brasil e terminou com escândalos de abuso sexual e introdução de uma epidemia de cólera no país. Desta vez, as forças multinacionais serão lideradas pelo Quênia, em atendimento a um pedido do Haiti, que enfrenta uma violência crescente. A resolução elaborada pelos Estados Unidos foi aprovada com 13 votos a favor, incluindo o Brasil, e duas abstenções, da Rússia e da China. A decisão autoriza a missão por um ano, com revisão após nove meses. O objetivo é proteger infraestruturas críticas, como aeroportos, portos, escolas, hospitais e os principais cruzamentos de tráfego no país, além de realizar “operações direcionadas” juntamente com a Polícia Nacional Haitiana. A data de envio da missão ainda não foi definida. Em entrevista à Rádio Eldorado, o professor Tadeu Maciel, do Instituto de Estudos Estratégicos da Segurança e Defesa da Universidade Federal Fluminense, disse que a nova missão não deve ser suficiente para resolver problemas sociais, políticos e econômicos do país. “Todas as missões no Haiti têm esse caráter paliativo. Mudanças estruturais não estão previstas no âmbito dessa missão”, afirmou.
Um dos momentos mais marcantes dos 68 anos de história da Rádio Eldorado foi uma parceria com o navegador Amyr Klink com a cobertura de suas viagens solitárias e cheias de provações pelo mundo. A primeira grande expedição de Amyr Klink ocorreu em 1984, quando ele se tornou a primeira pessoa a atravessar o Atlântico Sul a remo. Klink partiu da Namíbia, na África, em 10 de junho e chegou à Bahia, Brasil, após 100 dias e 9 horas, em um barco de 5,94 metros. Em entrevista à Rádio Eldorado, ele contou que a conexão com a emissora começou “desde muito moleque” e se ampliou nas viagens que fez e compartilhou com os ouvintes em entradas na programação de diferentes oceanos. “Esses contatos com a Eldorado eram sensacionais e eram quase que uma ponte de salvação, por exemplo quando eu peguei aquela tempestade do século (1998) entre a Austrália e a Tasmânia”, relembrou.
A Defesa Civil do Estado de São Paulo realiza hoje uma vistoria técnica nos 46 imóveis atingidos por uma forte explosão em uma área residencial no Jaguaré, na zona oeste da capital paulista. O incidente matou um homem e deixou outras três pessoas feridas. Causada pelo rompimento de uma tubulação de gás na rua durante uma obra da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a explosão danificou as habitações, das quais dez foram interditadas. Moradores relataram que um forte cheiro de gás foi sentido ao longo do dia. Segundo o Corpo de Bombeiros, a destruição dos imóveis deixou 160 pessoas desalojadas. Em entrevista à Rádio Eldorado antes do início da vistoria, o tenente Maxwell de Souza, porta-voz da Defesa Civil, disse que um laudo técnico “vai determinar a extensão dos danos e nortear o ressarcimento das famílias”.
Uma das iniciativas mais marcantes da Rádio Eldorado em seus 68 anos de história foi a cobertura do trânsito com helicóptero, tendo Geraldo Nunes como um dos repórteres, mas também a inovação com a figura de bike repórteres, que percorriam a cidade com um olhar do alto de bicicletas que desafiavam a selvageria do trânsito paulistano. Um dos grandes nomes dessa prestação de serviço foi a jornalista Renata Falzoni, hoje vereadora em São Paulo pelo PSB. Em entrevista à Rádio Eldorado, ela contou como surgiu essa inovação, no final dos anos 1990, que gerou “um novo olhar, mais observador da textura da cidade”.
Uma das ações mais marcantes da Rádio Eldorado em seus 68 anos de história foi a campanha pela despoluição do Rio Tietê, que obteve, em 1990, 1,1 milhão de adesões a um abaixo-assinado que foi decisivo para pressionar o governo do Estado de São Paulo a desenvolver o projeto. A iniciativa foi uma parceria da emissora com a Fundação SOS Mata Atlântica, à época sob o comando do ambientalista Mario Mantovani, que hoje é diretor da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (ANAMMA). Em entrevista à Rádio Eldorado, ele destacou a importância da campanha para o debate de uma política ambiental que gerou outros frutos. “A campanha nasceu da indignação, da curiosidade, de memórias afetivas e ganhou o mundo, com uma mobilização por uma legislação das águas e políticas públicas ambientais”, ressaltou.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública aumentou na semana passada a classificação indicativa do YouTube de 14 para 16 anos. A mudança faz parte da regulamentação do ECA Digital, legislação aprovada no ano passado para proteger crianças e adolescentes na internet. A classificação indicativa, como o nome diz, aponta para qual idade determinado conteúdo é recomendado. A ideia é que os responsáveis por menores de idade sejam informados de que determinada plataforma ou obra apresenta conteúdos que não são aptos a determinadas faixas etárias. A classificação, no entanto, não impede a veiculação desses produtos. A nota técnica que embasa a decisão relata que o conteúdo publicado na plataforma de vídeos, entre trailers, filmes, animes, jogos e videoclipes, traz cenas de violência extrema, inclusive prática de automutilação e suicídio. Em entrevista à Rádio Eldorado, o advogado Marcos Bruno, especialista em direito digital e sócio do Opice Blum Advogados, considerou positiva a nova norma. “Não é um ato de censura, é uma política pública informativa para alertar pais e responsáveis de modo a permitir uma decisão consciente sobre os conteúdos que seus filhos devem ou não assistir”, afirmou.
O governo lançou nesta semana o Novo Desenrola Brasil, segundo programa no atual mandato para tentar diminuir a dívida das famílias. A proposta tem quatro eixos principais: Desenrola Famílias, Desenrola Fies, Desenrola Empresa, Desenrola Rural. A projeção do governo é de que Desenrola Famílias possa atingir um universo de 20 milhões de pessoas, com renegociação de dívidas, e outros 15 milhões de aposentados do INSS podem ser beneficiados com mudanças no consignado. Já o Desenrola Fies pode chegar a 1,5 milhão de estudantes, e o Desenrola Rural, 800 mil. A ideia principal é permitir a renegociação de dívidas em inadimplência. Pode participar quem ganha até cinco salários mínimos por mês (R$ 8.105).
Em entrevista à Rádio Eldorado, Laís Kiyusato, especialista da Serasa em educação financeira, disse que o Desenrola é uma oportunidade de reorganização para as pessoas endividadas. “É preciso fazer uma organização financeira, saber a renda, quanto gasta com despesas básicas, quanto sobra, inclusive para imprevistos”, orientou. Ela indicou que os interessados na renegociação podem ter acesso às informações pelo aplicativo da Serasa ou pelo site serasa.com.br.
