Grêmio contrata empresa de segurança clandestina para partida do Brasileirão, diz PF

Órgão aponta serviço de companhia não autorizada em duelo contra o Coritiba, no Couto Pereira

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Foto do autor Victor Fardin
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A Polícia Federal do Paraná realizou uma ação de fiscalização de segurança na última segunda-feira, 26, e constatou a contratação de serviço clandestino de segurança patrimonial pelo Grêmio. A atividade foi acertada para trabalhar na partida contra o Coritiba, no Couto Pereira, pela 32ª rodada do Brasileirão.

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De acordo com a nota publicada pela PF, a empresa não possui autorização para exercer esta atividade. A fiscalização do ocorrido foi feita por policiais da Delegacia de Controle de Segurança Privada (DELESP), com apoio da Unidade de Controle de Vigilância (UCV) da DPF Londrina.

“Foi lavrado auto de constatação de infração, e os responsáveis - empresa e contratante - responderão a processo administrativo, que pode ensejar a aplicação de multa e outras sanções previstas no novo Estatuto”, escreveu a Polícia em comunicado oficial.

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PF diz que serviço de segurança patrimonial contratado pelo Grêmio em Curitiba é clandestino. Foto: Polícia Federal via Instagram

Segundo o portal GZH, a companhia contratada pelo Grêmio é a mesma utilizada por outras equipes e ainda não segue as novas regulamentações determinadas pela PF. O clube gaúcho foi procurado pelo Estadão, mas ainda não respondeu o contato.

No mês passado, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) apontou que o Corinthians pagou a empresa Bear Security por oito meses antes de formalizar um contrato. O promotor Cássio Conserino disse que o presidente Osmar Stábile teria custeado a companhia com recursos do time para servir a si e à sua família.

Os paulistas afirmam que a contratação passou pelos trâmites internos corretamente. Os repasses financeiros informais alcançaram o valor total de R$ 391.987,46.

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A sequência de pagamentos por meses sem contrato foi utilizada pelo MP como evidência que o dinheiro do Corinthians foi desviado para financia despesa pessoal de Stábile. Dirigente da equipe alvinegra não se manifestou sobre o caso.

Confira o comunicado da Polícia Federal do Paraná na íntegra

“Curitiba/PR - Na noite desta segunda-feira (26/10), a Polícia Federal realizou ação de fiscalização de segurança privada durante partida do Campeonato Brasileiro Série A, realizada em Curitiba.

Durante a fiscalização, policiais da Delegacia de Controle de Segurança Privada (DELESP), com apoio da UCV da DPF Londrina, constataram a prestação de serviço clandestino de segurança patrimonial contratado pelo clube visitante.

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A atividade era exercida por empresa sem autorização da Polícia Federal para o exercício da segurança privada, em desacordo com a Lei nº 14.967/24 - Estatuto da Segurança Privada e da Segurança das Instituições Financeiras.

Foi lavrado auto de constatação de infração, e os responsáveis - empresa e contratante - responderão a processo administrativo, que pode ensejar a aplicação de multa e outras sanções previstas no novo Estatuto.

A Polícia Federal alerta que a contratação de segurança privada deve recair apenas sobre empresas autorizadas e com vigilantes devidamente habilitados. As fiscalizações em grandes eventos e estádios de futebol continuarão de forma permanente na capital paranaense.

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Comunicação Social da Polícia Federal no Paraná."

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