Futebol arte | Tony Ramos fala da paixão pelo São Paulo e conta qual time marcou sua memória
Ator é o primeiro convidado da série que vai mostrar a relação entre artistas e seus clubes de coração. Crédito: Leonardo Catto (reportagem), João Abel (edição) e Vitor Zanon (imagens)
Gerando resumo
O Ministério Público de São Paulo arquivou o inquérito que acusava o presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres de Abreu Júnior, de falsidade ideológica no clube. Ele havia sido indiciado pela Polícia Civil na semana passada.
A manifestação foi assinada pela promotora Daniela Domingues Hristov, da 4ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital. O MP-SP aponta que “não restou comprovada a existência do crime de falsidade ideológica”.

O inquérito policial havia apontado que Olten teria forjado um parecer do Conselho Consultivo para apoiar a reforma estatutária do São Paulo. O documento, redigido por Guilherme Salutti, tinha sido assinado sem reunião formal.
Olten dizia que o parecer era meramente opinativo. Foi o que concluiu o MP-SP. Segundo a promotora, o documento não registrou a realização de uma reunião do Conselho Consultivo, mas limitou-se a apresentar uma posição de caráter opinativo do colegiado. O grupo não tinha poder para alterar o estatuto social do clube, apenas emitir opiniões.
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Ainda conforme a análise da Promotoria, o documento não detinha potencial para prejudicar um direito, criar uma obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. Esses elementos são necessários para a caracterização do crime de falsidade ideológica.
Responsável pela defesa de Olten Ayres, o advogado Jair Jaloreto reiterou a manifestação do MP-SP. “A promotora Daniela Domingues Hristov demonstra, de forma clara e técnica, que nunca estiveram presentes os requisitos necessários para a caracterização de qualquer ilícito penal”, disse em nota.
A Polícia Civil havia indiciado Olten, acusando-o de afirmar uma deliberação colegiada que nunca aconteceu. O documento tinha sido assinado por dois conselheiros. Os signatários confirmaram que não houve reunião formal, disseram que o texto refletia apenas “conversas isoladas” e renunciaram ao colegiado. O gesto foi lido pelo delegado Tiago Fernando Correia, responsável pela investigação, como repúdio às assinaturas.
Esse foi mais um episódio de uma crise institucional do São Paulo. Em 15 de dezembro de 2025, áudios sobre suposta exploração ilegal de camarotes foram divulgados, o que deflagrou uma crise de governança. Na mesma época, iniciaram-se discussões sobre reforma estatuária, que teve proposta formalizada dois dias depois. Para a polícia, a sequência sugere uma estratégia de contenção de danos.



