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Bastidores e negócios do mundo do esporte

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Marcelo de Lima Henrique diz que o árbitro não pode deixar o jogo nas mãos de quem está na cabine

Ex-árbitro, com 32 anos de carreira, defende a tecnologia, mas alerta para o risco de acomodação dos profissionais e afirma que a decisão em campo continua sendo essencial

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Foto do autor Marcel Rizzo
Foto: Cesar Greco/ SE Palmeiras
Entrevista comMarcelo de Lima Henrique Ex-árbitro Fifa

Recém-aposentado após 32 anos de carreira, 1.152 jogos e mais de 50 finais, o árbitro Marcelo de Lima Henrique é o convidado do Bate-Bola desta semana. Ele fez um balanço da trajetória e analisou as transformações do futebol brasileiro nessas três décadas, entre elas a chegada do árbitro de vídeo (VAR) e o novo modelo de profissionalização da arbitragem iniciado pela CBF neste ano.

“A tecnologia veio para ficar. Quem for contra o uso do VAR, eu até brinco: jogue fora seu celular, seu computador”, disse Marcelo de Lima Henrique. O ex-árbitro, porém, alerta para o risco de os profissionais dependerem excessivamente da tecnologia. “O árbitro sempre vai ter que decidir no campo de jogo. As questões são interpretativas, e ele não pode deixar o jogo nas mãos de quem está na cabine.”

Marcelo também avalia como positiva a iniciativa da CBF de profissionalizar a arbitragem, mas defende que o modelo seja ampliado. Na avaliação dele, a medida vai além de garantir um salário mensal: significa oferecer condições para que os profissionais exerçam a atividade em alto nível, com segurança financeira e suporte para lidar com lesões e problemas pessoais.

A pressão sobre os árbitros ganhou outra dimensão com a expansão das redes sociais, que aceleraram a repercussão de erros, críticas e ofensas. Marcelo considera que esse ambiente reflete problemas mais amplos da sociedade e afirma que os profissionais precisam aprender a lidar com a exposição. Ao mesmo tempo, aconselha os mais jovens a não se deixarem dominar pelas cobranças.

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Comissão de arbitragem da CBF publicou relatório sobre a análise dos lances decisivos no primeiro turno do Brasileirão. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

“O árbitro não pode viver em uma bolha. A gritaria nas redes sociais dura 48 horas na arbitragem do futebol”, diz, lembrando que a sequência de jogos rapidamente desloca o foco das críticas.

Veja o vídeo com a entrevista na íntegra no topo da página.

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