Gerando resumo
Ao menos sete pessoas morreram, entre elas três crianças e uma mulher, em decorrência de bombardeios jordanos contra o sul da Síria, informou Damasco nesta segunda-feira, 27.
A Jordânia já havia admitido a autoria afirmando ter atacado “organizações terroristas” em resposta a um atentado jihadista contra uma igreja ortodoxa grega a última sexta, 23. Homens homens armados abriram fogo durante um funeral e mataram nove pessoas antes de fugir; 25 ficaram feridas. Os autores foram presos na madrugada desta segunda.
Segundo o exército da Jordânia, o ataque desta semana “destruiu várias posições terroristas” e matou ou feriu “vários integrantes” de organizações ligadas aos responsáveis pelo atentado.
Por outro lado, autoridades de saúde da província síria de Daraa, no sudoeste do país, informaram em comunicado a morte de “seis mártires, entre eles três crianças e uma mulher”, revisando para baixo um balanço anterior de oito mortos. Outro ataque, na vizinha província de Sueida, matou um homem.

Devido à troca de ataques, a autoridade síria de fronteiras e alfândegas anunciou o fechamento da passagem fronteiriça de Nassib, conhecida como Jaber do lado jordaniano, “devido às circunstâncias atuais”, suspendendo todo o tráfego de passageiros e mercadorias nos dois sentidos.
Os homens presos eram integrantes da mesma família. Os dois irmãos e o cunhado foram detidos em uma casa abandonada. Segundo o diretor de Segurança Pública da Jordânia, “todos aderem à ideologia takfiri”, isto é, ao islamismo extremista.
Antes de serem detidos, trocaram tiros com as forças de segurança, foram atingidos e precisaram ser hospitalizados.
Na residência, foram encontradas armas e uma “grande quantidade de munição”, também apreendidas. Ainda segundo as autoridades da Jordânia, onde o homicídio é punido com pena de morte por enforcamento, nada indica que eles tenham mantido contatos com o exterior ou colaborado com partes estrangeiras”.
Ainda na sexta, ao condenar o “atentado terrorista” em uma publicação no X, o rei Abdullah II da Jordânia prometeu que os responsáveis seriam submetidos às penas “mais severas”. “Prometemos que os terroristas não escaparão da justiça e que não será tolerado nenhum defensor de ideologias obscurantistas que dividam os jordanianos”, escreveu. /AFP



