Após atentado em funeral, Jordânia ataca Síria e mata sete pessoas; Damasco fecha fronteira

Há três crianças entre as vítimas fatais. Bombardeio foi resposta ao ataque realizado por três homens durante um funeral na última sexta, 23

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Por Redação
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Ao menos sete pessoas morreram, entre elas três crianças e uma mulher, em decorrência de bombardeios jordanos contra o sul da Síria, informou Damasco nesta segunda-feira, 27.

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A Jordânia já havia admitido a autoria afirmando ter atacado “organizações terroristas” em resposta a um atentado jihadista contra uma igreja ortodoxa grega a última sexta, 23. Homens homens armados abriram fogo durante um funeral e mataram nove pessoas antes de fugir; 25 ficaram feridas. Os autores foram presos na madrugada desta segunda.

Segundo o exército da Jordânia, o ataque desta semana “destruiu várias posições terroristas” e matou ou feriu “vários integrantes” de organizações ligadas aos responsáveis pelo atentado.

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Por outro lado, autoridades de saúde da província síria de Daraa, no sudoeste do país, informaram em comunicado a morte de “seis mártires, entre eles três crianças e uma mulher”, revisando para baixo um balanço anterior de oito mortos. Outro ataque, na vizinha província de Sueida, matou um homem.

Mulher cristã palestina reage durante um culto memorial na Igreja Ortodoxa Grega da Transfiguração, na cidade palestina de Ramallah, na Cisjordânia ocupada por Israel, em 26 de outubro de 2026, em solidariedade às vítimas de um ataque à Igreja de São Jorge, na vila de Hammoud, na Jordânia, ocorrido em 23 de outubro. Foto: Zain Jaafar/AFP

Devido à troca de ataques, a autoridade síria de fronteiras e alfândegas anunciou o fechamento da passagem fronteiriça de Nassib, conhecida como Jaber do lado jordaniano, “devido às circunstâncias atuais”, suspendendo todo o tráfego de passageiros e mercadorias nos dois sentidos.

Os homens presos eram integrantes da mesma família. Os dois irmãos e o cunhado foram detidos em uma casa abandonada. Segundo o diretor de Segurança Pública da Jordânia, “todos aderem à ideologia takfiri”, isto é, ao islamismo extremista.

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Antes de serem detidos, trocaram tiros com as forças de segurança, foram atingidos e precisaram ser hospitalizados.

Na residência, foram encontradas armas e uma “grande quantidade de munição”, também apreendidas. Ainda segundo as autoridades da Jordânia, onde o homicídio é punido com pena de morte por enforcamento, nada indica que eles tenham mantido contatos com o exterior ou colaborado com partes estrangeiras”.

Ainda na sexta, ao condenar o “atentado terrorista” em uma publicação no X, o rei Abdullah II da Jordânia prometeu que os responsáveis seriam submetidos às penas “mais severas”. “Prometemos que os terroristas não escaparão da justiça e que não será tolerado nenhum defensor de ideologias obscurantistas que dividam os jordanianos”, escreveu. /AFP

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