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BRASÍLIA - Donald Trump Jr, filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou neste domingo, dia 25, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de estender o horário de votação no País. Ele interagiu com uma publicação que acusa o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva de manipular a disputa.
Ele fez o comentário durante a apuração eleitoral, quando aliados do senador e candidato de oposição, Flávio Bolsonaro (PL), lamentavam o desempenho dele, inferior ao esperado, embora Flávio ainda se alternasse na liderança com Lula.

Em mensagem publicada no X, o filho de Trump escreveu: “Se um governo conservador no Brasil fizesse isso, todo mundo na imprensa mainstream americana perderia a cabeça, mas acho que eles estão apenas escolhendo ficar em silêncio porque é tudo pela causa”.
O filho de Trump comentou uma publicação do advogado Martim de Luca, que atuou em processos da Rumble e Trump Media contra o mininistro Alexandre de Moraes, do STF. Nela, de Luca acusou fraude nas eleições presidenciais.
“Se essa manipulação descarada das eleições for usada para anunciar que Lula venceu, Lula realmente espera que alguém na comunidade internacional reconheça isso como uma eleição livre e justa? Ele sabe que ninguém vai”, disse o advogado.
Nela, ele questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula e indicado por ele ao Supremo, de postergar por duas horas (até 19h) a votação em locais com urnas abertas. A decisão monocrática foi dada às 17h01, quando em todo o País as urnas seriam fechadas às 17h.
Zanin acolheu pedido da campanha de Lula, por causa de problemas no transporte coletivo e restrições na circulação de ônibus na Região Metropolitana de Salvador (BA). A extensão, porém, também foi solicitada pela campanha de Flávio Bolsonaro.
Aliados do senador e candidato da oposição demonstraram preocupação e disseram que o desempenho dele por enquanto está abaixo do esperado. Eles também afirmaram que diante da decisão do STF, nenhum país governado pela direita reconheceria a eventual reeleição de Lula.
O comunicador Paulo Figueiredo, que conduz dos EUA transmissão ao vivo com a apuração, da qual participou o ex-deputado condenado por coação Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, afirmou que a legitimidade do resultado será questionada e que o povo brasileiro não confia no sistema. Segundo ele, países como Estados Unidos, Chile, Colômbia, Argentina e Itália, entre outros, não vão reconhecer uma vitória do petista.



