Do ronco ao silêncio: qual a diferença entre dirigir um carro elétrico e um a combustão?
César Urnhani, piloto e especialista automotivo, mostra quais são essas diferenças e dá dicas para quem está fazendo essa transição. Crédito: Estadão
A BYD pretende ter baterias de estado sólido instaladas em seus veículos já no ano que vem. É o que garante Stella Li, vice-presidente da empresa e CEO da companhia para as Américas em entrevista.
“A BYD ocupa uma posição de liderança em relação às baterias de estado sólido, tanto na linha comercial quanto no desenvolvimento. Iremos comprovar isso já no próximo ano, quando lançaremos o primeiro modelo a contar com essa tecnologia”, disse a executiva em entrevista ao site espanhol Carwow.es.
Embora já aponte para o curto prazo, Stella Li ainda não revelou quando a bateria de estado sólido desenvolvida pela empresa irá equipar um de seus carros. Vale dizer que a tecnologia é considerada um cálice sagrado para o setor, muito em decorrência de sua densidade energética superior.
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No caso da bateria de estado sólido, é possível guardar mais energia no mesmo espaço ou a mesma quantidade em um volume bastante reduzido. Desse modo, ganha-se autonomia sem o “efeito colateral” do aumento de peso.
Além disso, essas baterias são mais seguras. Enquanto as convencionais se valem de eletrólitos líquidos inflamáveis, a solução dispensa materiais perigosos, o que reduz drasticamente o risco de incêndios.

A BYD desenvolve sua bateria de estado sólido em parceria com um programa apoiado pelo governo chinês. De acordo com Lian Yubo, cientista-chefe da fabricante, a transição do packs de íons de lítio líquidos para a tecnologia de estado sólido deve levar mais tempo. Para o especialista, estes sistemas devem coexistir por até 20 anos.
Bateria de estado sólido da BYD tem concorrentes
Não é só a BYD que investe na bateria de estado sólido. A CATL, gigante do segmento, promete lançamento para 2027. As chinesas Geely e Changan, bem como Toyota, Stellantis e Mercedes-Benz também querem apresentar a novidade já no próximo ano.
Há ainda a famigerada bateria de estado sólido da Donut Lab, que o Jornal do Carro conheceu na última Consumer Electronics Show (CES). No entanto, este repórter admite que, tal qual Tomé, não acreditou muito no produto divulgado pela startup finlandesa.

A Donut Lab, inclusive, havia prometido à época da feira que a sua bateria já estava “pronta para produção em série” e que equiparia moto elétrica ainda no primeiro semestre de 2026. Ledo engano.
A empresa, contudo, segue divulgando testes independentes. No último, afirmou que sua bateria atingiu densidade energética de absurdos 409 Wh/kg e 805 Wh/L.
Mesmo com todo alarde, a célula de estado sólido da Donut Lab, ao menos é o que parece, passa longe de estar “zero bala”. Não deu bom.
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