Jetour S08 é SUV PHEV de sete lugares que estreia no Brasil por R$ 259.990
A Jetour pretende anunciar no início de 2027 os detalhes de seu projeto de produção no Brasil. Segundo Henrique Sampaio, diretor de marketing, produto e relações públicas da marca, as discussões estão avançadas, mas ainda envolvem diferentes alternativas: construir uma fábrica do zero ou utilizar a capacidade instalada de outra fabricante.
“A produção local vai acontecer”, reafirmou o executivo em entrevista ao Jornal do Carro. “Essa discussão está muito avançada e eu espero que a gente possa, no início do ano que vem, falar a respeito disso de uma forma oficial, com informações sólidas”, salientou.
O prazo mencionado diz respeito à divulgação do projeto, não ao início da fabricação de veículos. Sampaio não informou a localização da operação, o investimento previsto, a capacidade produtiva ou quais modelos poderão ser montados no país. O Jornal do Carro entende que o anúncio deve ser feito ainda no primeiro trimestre do próximo ano.
Leia também
Jaguar Land Rover avalia alternativas à Omoda Jaecoo para fábrica de Itatiaia
Hyundai leva Bayon e novo Tucson a Paris, com foco também no Brasil
Fábrica própria ou compartilhada?
A Jetour prefere não abrir a estratégia e sustenta possibilidades distintas para viabilizar a operação industrial brasileira. De acordo com Sampaio, a análise inclui tanto uma instalação exclusiva quanto uma parceria com uma empresa que já produza veículos.
“Desde construir uma fábrica do zero, para montar sozinho, até fazer uma parceria com uma outra marca que já está produzindo e usar a capacidade produtiva dessa marca”, explicou o executivo. “Temos várias alternativas, todas elas estão sendo aventadas.”
Questionado sobre a possibilidade de compartilhar uma estrutura com outra empresa da Chery International, como a Omoda Jaecoo, Sampaio não descartou a opção. Ressaltou, no entanto, que pertencer ao mesmo grupo não obriga a Jetour a seguir esse caminho.
De acordo com o executivo, a empresa tem independência administrativa para definir sua estratégia no Brasil. A ligação com o grupo pode facilitar uma eventual parceria, mas não determina o formato da produção.
“É uma possibilidade, como outras que existem. Não posso dizer isso porque realmente ainda não foi tomada decisão nenhuma”, apontou.
Produção local para ganhar competitividade e confiança
Para o diretor da Jetour, fabricar no Brasil tem duas funções principais. A primeira é melhorar a competitividade dos produtos, com a redução do impacto de impostos. A segunda é reforçar a confiança do consumidor na continuidade da operação.
Na avaliação do executivo, lançamentos, expansão da rede e funcionamento do pós-venda ajudam a construir a reputação de uma marca recém-chegada. A produção local seria mais uma demonstração de compromisso com o mercado brasileiro.
“Quando você chega e fala que aqui está a produção local é o último passo”, destacou.
Sampaio também falou sobre a importância do nosso país para a atuação regional da empresa. O executivo fez questão de salientar que o Brasil “é uma vitrine estratégica para qualquer marca de automóvel que quer vender na América do Sul”.
Enquanto estuda a operação industrial, a Jetour amplia sua presença comercial. Segundo os números apresentados pelo executivo, a marca já alcançou 70 concessionárias no Brasil e trabalha para encerrar 2026 com 100 pontos de venda.
A expansão continuará em 2027, mas Sampaio não revelou a meta para o próximo ano. Além de chegar a mais regiões, a empresa pretende reforçar o atendimento e o abastecimento de peças.
“É não ter ruído, é não ter problema, é o pós-venda funcionar. Essa é a maior consolidação. O volume é consequência disso”, afirmou.
A Jetour acumulava quase 7.400 veículos emplacados no Brasil até a véspera da entrevista. O T2 liderava, com cerca de 4.200 unidades, seguido por S06 e T1, com aproximadamente 1.600 cada. O S08, recém-lançado, ainda estava em fase inicial de vendas. Para o fechamento de 2026, a marca busca se aproximar dos 10 mil emplacamentos. “Estamos brigando por isso”, comentou Sampaio.
Por fim, a empresa também voltou a confirmar os planos para ter híbridos flex no Brasil em 2027. A tecnologia já está em desenvolvimento e permitirá combinar a propulsão elétrica com motores capazes de usar gasolina ou etanol.
Carregando ofertas...

