iPhone 17 será mais caro, afirmam especialistas; saiba quanto pode custar

Consultoria do banco Jefferies prevê alta de US$ 50 no preço dos modelos mais avançados da marca

PUBLICIDADE

Foto do autor João Pedro Adania
Por João Pedro Adania
Atualização:

A nova linha do iPhone está às vésperas do anúncio oficial, mas, além dos modelos em si, a expectativa é de aumento nos preços, segundo Edison Lee, consultor de mercado do banco Jefferies. O novo preço é resultado das tarifas de importação sobre produtos feitos na China e enviados para os Estados Unidos adotadas por Donald Trump neste ano.

Lee afirma que o aumento será de US$ 50 em todos os modelos, exceto a versão base (US$ 799). A Apple vai lançar quatro possíveis dispositivos: iPhone 17, 17 Air, 17 Pro e 17 Pro Max, segundo o site Mac Rumors.

A expectativa de Edison Lee, consultor de mercado do banco Jefferies, é que a Apple aumente em US$ 50 o preço dos modelos Pro e Pro Max Foto: Christof Stache/AFP

PUBLICIDADE

O reajuste deve fazer o iPhone 17 Pro custar US$ 1.049 e 17 Pro Max, US$ 1.249. Como o modelo Air substitui o iPhone Plus, o valor ainda não é conhecido, mas a consultoria afirma que o aumento também vale para a novidade.

Além do efeito das tarifas, os US$ 50 a mais refletem outros dois fatores: o novo design dos aparelhos e a crescente demanda por dispositivos da marca.

Enquanto a fabricante do iPhone aposta na inclusão de recursos inéditos, novo design e melhorias nas câmeras e tela, o aumento previsto por Lee acompanha uma estimativa positiva de vendas no segundo trimestre de 2025. Dados de operadoras de telefonia relatam crescimento de 22% nas vendas de iPhone nesse período – número bem superior ao projetado pela Apple.

Se o sucesso de vendas recente for confirmado, será a maior alta comercial da empresa nos últimos 18 meses.

Publicidade

Mesmo inevitável, a relação entre as tarifas de Trump e o aumento de preços ainda é tabu para a empresa de Cupertino, na Califórnia. Em junho, o Wall Street Journal ouviu de fontes que a Apple tenta evitar essa narrativa para não se arriscar politicamente. Essa estratégia foi adotada após notícias de que a Amazon poderia mostrar esse custo extra ao consumidor geraram reação na Casa Branca. A companhia de Jeff Bezos recuou.

Os especialistas, porém, garantem que a opção menos desgastante é repassar parte dos custos ao consumidor. Estima-se que 80% dos iPhones ainda são produzidos na China.

As novas taxas já custaram cerca de US$ 900 milhões à Apple nesse segundo trimestre, revelou o CEO Tim Cook recentemente.

Publicidade

Na tentativa de escapar da dependência da China, a Apple acelerou a produção na Índia. No entanto, a infraestrutura do país ainda não consegue suprir toda a demanda por modelos avançados, como os da linha Pro. A fabricação em larga escala desses modelos exige componentes mais sofisticados e processos complexos para a montagem dos sistemas aprimorados das câmeras e baterias maiores.

Tim Cook não quer relacionar o aumento de preços ao tarifaço. de Trump para não colocar a Apple no centro uma discussão política Foto: Mandel Ngan/AFP

Consumidores brasileiros, acostumados a pagar por um dos iPhones mais caros do mundo, também podem sentir os efeitos dessa nova política da Apple. Mesmo sem anúncio oficial, ajustes no mercado norte-americano costuma influenciar os valores praticados no Brasil.

Em 2024, o iPhone 16 chegou ao Brasil com preços que começavam em R$7,8 mil na versão básica com 128GB. Já os mais premium custavam a partir de R$ 9,5 mil (Plus)

Publicidade

É tradição na gigante lançar seus novos celulares em setembro. A expectativa é de grandes novidades tanto no design quanto na parte interna do iPhone 17, o que inclui mudanças no corpo do aparelho, novas cores, telas mais ágeis, câmeras aprimoradas, processadores melhores, desempenho térmico e bateria eficientes.

Também são esperados outros anúncios, como os fones AirPods Pro 3; uma nova linha de Apple Watch; um HomePod Mini 2 mais potente, Apple TV4K; e AirTag 2 com melhor localização.