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Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

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Por Fórum dos Leitores

Eleições 2026

Ataque às urnas

Flávio Bolsonaro pediu a embaixadores o máximo de observadores possível nas eleições de 4 de outubro de 2026, porque suspeita que as urnas brasileiras tenham a mesma origem da Smartmatic, empresa envolvida em suposta fraude nas eleições da Venezuela. Mas a empresa citada pelo nosso pré-candidato mal-informado nunca operou no Brasil. Estamos ferrados. Eleitores, por favor, vamos acordar. O País precisa tratar de coisa séria, e não de urnas eletrônicas – afinal, todos foram eleitos por elas, mas quando são derrotados não vale.

Humberto Cícero de Cerqueira

São Paulo

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Conduta vergonhosa

Causa repugnância ouvir do pré-candidato à Presidência da República ataques às urnas eletrônicas. Esse discurso já cansou a população brasileira, é discurso de quem não tem voto suficiente para se eleger para governar o nosso país. Essa conduta inadequada só visa a passar para o mundo, como eles sempre fizeram, que aqui no Brasil não tem seriedade. É vergonhosa a atitude desse cidadão. Será que teremos a repetição do 8 de janeiro de 2023? Pura desfaçatez. Flávio Bolsonaro ainda disse: “Não vou entrar em mais detalhes”. Pergunto: será que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não pode convocá-lo para que ele explique tudo bem explicadinho?

Jeovah Ferreira

Brasília

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E o Brasil?

O pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, pediu a Donald Trump que não aplicasse o novo tarifaço ao Brasil antes das eleições, para não favorecer a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. E Lula evita retaliação aos Estados Unidos para não dar argumento a Flávio. E o Brasil? Ora, o Brasil que se dane!

Roberto Croitor

São Paulo

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Amarras antigas

Já passou da hora de o brasileiro deixar de lado o lulobolsonarismo e partir para uma opção Brasil. Anos de governo do PT e o Brasil ainda é o país do futuro que nunca chega; quatro anos de governo Bolsonaro e não ouvimos um projeto real de país. O Brasil precisa sair dessas amarras antigas e procurar alguém que tenha algo a oferecer, que faça este país sair da lama que está há anos, preso em populismo e sendo um anão diplomático em tudo o que faça, mesmo com uma terra tão rica e produtiva, onde poderíamos ser líder em vários setores da economia mundial e ditar regras, mas não. A esquerda de Lula quebra os cofres públicos com populismo barato e irresponsabilidade fiscal, já o clã Bolsonaro nada fez além de pensar nos seus. Precisamos urgentemente deixar o lulobolsonarismo.

Rafael Sales

São Paulo

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Procura-se

Como pode em um universo de mais de 210 milhões de brasileiros não encontrarmos um lateral direito, um lateral esquerdo e um presidente da República?

Marcos Catap

São Paulo

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Inteligência artificial

Geração Z

Quando se fala de inteligência artificial (IA), existem dois mundos: um que fala muito bem e apoia tanto o crescimento quanto o uso da ferramenta, e o outro que fala mal e critica esse avanço. Ver um movimento contra o avanço da IA no mercado de trabalho, principalmente por parte da geração Z, da qual eu faço parte, é espantoso (Estadão, 19/7, B6-B7). Eu não vejo problema no uso da IA ou no avanço dela, muito menos no mercado de trabalho. O que devemos fazer é justamente o que todos evitam: entender como funciona, aprender sobre ela de forma séria e utilizá-la como uma ferramenta que vai auxiliar no nosso trabalho, e não deixar que faça tudo por nós. Até porque, para existir um trabalho com IA, é necessária uma pessoa qualificada por trás. E, cá entre nós, se fizermos um trabalho bem-feito, com autoridade e sabendo o que estamos fazendo, é difícil que a inteligência artificial tome o nosso lugar.

João Gabriel Souza Lossapio

Sumaré

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São Paulo

Explosão no vagão

A explosão no vagão do trem na Linha 12-Safira, na zona leste de São Paulo, é daqueles sustos que ninguém merece logo ao amanhecer, a caminho do trabalho. Como sempre, as classes mais sacrificadas são as que sofrem. É necessária uma investigação séria sobre o que ocorreu e quem foram os responsáveis por esse absurdo. Por sorte, ninguém se feriu ou morreu.

Jane Araújo

Brasília

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

FILIAÇÃO JOVEM

Jovens sem partido (Estadão, 21/7, A3). Excelente editorial publicado pelo Estadão sobre a baixa adesão dos jovens aos partidos políticos e a consequente queda na filiação desse público. Os partidos políticos tornaram-se empresas privadas, nas quais meia dúzia de pessoas decide os rumos das legendas e lucra milhões. Basta analisar os dados do Tribunal Superior Eleitoral, divulgados pelo g1, que revelam que os salários de presidentes de partidos chegam a R$ 52,5 mil mensais – ou R$ 630,5 mil por ano – para chegarmos à conclusão de que, infelizmente, a representatividade institucional está em segundo plano. O mais alarmante é que cerca de 96% desse montante é bancado diretamente com recursos do fundo partidário, ou seja, com dinheiro público. Enquanto o orçamento da União sustentar a saúde financeira dessas siglas, dificilmente haverá alguma preocupação com a filiação dos jovens. Até porque, com ou sem filiados, o dinheiro continua entrando.

Willian Martins

Guararema

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DESTRUIÇÃO

Os governos Lula 1, Lula 2, Dilma 1, Dilma 2, Bolsonaro e Lula 3 acabaram com o Brasil. Michel Temer até tentou fazer melhor, mas ficou pouco tempo. Os juros estão nas alturas, a inflação não deixa de nos assombrar e a dívida pública bate recorde novamente. Nossos políticos gastam milhões fazendo somente política, que nada tem a ver com o povo humilde que precisa de boas escolas, bons hospitais e o mínimo de segurança. O País precisa sair pela tangente e se desviar da rota de colisão com o Partido dos Trabalhadores e o Partido Liberal. Os apoiadores de Lula e Bolsonaro vêm sendo conduzidos cegamente por fake news há anos. O Brasil merece ser conduzido por gente séria e honesta, longe dessa destruição.

José Carlos Saraiva da Costa

Belo Horizonte

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INVEJA

Causa inveja! Em menos de três anos como presidente da Argentina, Javier Milei tirou o país do buraco ao cumprir as promessas de campanha. Enquanto isso, no Brasil, o desgoverno petista está levando o País para o buraco há mais de 17 anos, com impunidade, casos de corrupção, insegurança jurídica e penduricalhos.

Humberto Schuwartz Soares

Vila Velha (ES)

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RIO DE JANEIRO

Um filme de terror: “Como Destruir o Rio de Janeiro”, estrelado por Anthony Garotinho, Wilson Witzel e Eduardo Paes. Em breve, nas urnas eleitorais. Socorro!

Roberto Solano

Rio de Janeiro

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PÉSSIMAS ESCOLHAS

É chocante ver as imagens de nuvens pretas subindo após as constantes explosões dessa guerra de Donald Trump contra o Irã e de Vladimir Putin contra a Ucrânia. Com o planeta já sob risco permanente pela destruição da natureza causada pelo homem, é difícil compreender que os americanos tenham elegido Trump pela segunda vez, ameaçando destruir o que ainda resta. Também não há a menor lógica em um país de dimensão continental como a Rússia ainda querer mais terras. Trump conseguiu piorar a situação no Irã, onde já havia um movimento contra os aiatolás. O mundo inteiro paga por essas péssimas escolhas. É necessária a união de todos contra esses tiranos.

Jane Araújo

Brasília

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NICARÁGUA

O ditador nicaraguense Daniel Ortega, “reeleito” pela última vez em 2021, após limpar o terreno infestado de adversários políticos mediante a prisão deles sob a alegação de “traição à pátria”, acaba de dar um salto de qualidade que provavelmente provocará constrangimento até entre outros autocratas mundo afora, que tentam emprestar um ar de legalidade fantasiosa às disputas que sempre os guindam repetidamente ao poder. Manifestando-se recentemente em Manágua, por ocasião do aniversário da revolução sandinista, declarou, em alto e bom som: “Aqui não voltará a haver eleições”. Seu propósito, conforme enfatizou, é evitar para sempre que a oposição tente novamente tomar o governo. Será este o sonho maravilhoso acariciado pelos ditadores que ainda estão no meio do caminho para torná-lo realidade?

Paulo Roberto Gotaç

Rio de Janeiro

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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

A IA e o bom gosto (Estadão, 22/7, B12). O artigo de Alexandre Chiavegatto Filho traz uma reflexão muito oportuna sobre um dos efeitos mais visíveis da inteligência artificial: nunca foi tão fácil produzir textos, imagens, vídeos, apresentações e análises aparentemente corretas e bem elaboradas. A tecnologia permite que, em poucos segundos, qualquer pessoa produza algo que antes exigia tempo, conhecimento técnico e experiência. Entretanto, justamente porque essa facilidade está ao alcance de todos, o verdadeiro diferencial talvez não esteja apenas na capacidade de produzir, mas na capacidade de avaliar aquilo que foi produzido. O autor chama essa capacidade de bom gosto. Eu diria que ela vai um pouco além. Trata-se também de desenvolver discernimento: a capacidade de analisar, comparar, selecionar e reconhecer aquilo que realmente possui qualidade. O bom gosto e o discernimento não surgem por acaso. São construídos ao longo do tempo, por meio da observação, da leitura, da comparação, da experiência, do conhecimento e, principalmente, da capacidade de pensar criticamente. A inteligência artificial pode apresentar 20 alternativas para um texto, uma imagem ou uma apresentação. Mas é a inteligência humana que precisa reconhecer qual delas realmente tem qualidade, qual transmite melhor a ideia pretendida, o que precisa ser aperfeiçoado e o que simplesmente deve ser descartado. É justamente nesse ponto que a educação assume um papel ainda mais importante. Em um mundo no qual as máquinas já conseguem escrever, calcular, organizar informações e produzir conteúdos em poucos segundos, a escola não pode continuar preocupada apenas em ensinar o aluno a repetir procedimentos ou encontrar respostas prontas. Será cada vez mais necessário ensinar a compreender, interpretar, analisar, comparar, questionar e tomar decisões conscientes. Mais do que saber utilizar a inteligência artificial, será preciso saber conduzi-la. Mais do que aceitar a primeira resposta apresentada, será necessário avaliá-la, contestá-la e aperfeiçoá-la. A tecnologia pode ampliar extraordinariamente nossa capacidade de produzir. Entretanto, sem pensamento crítico, conhecimento e discernimento, ela também poderá apenas multiplicar conteúdos comuns, semelhantes e sem identidade. Talvez o verdadeiro desafio não seja apenas desenvolver o bom gosto, mas formar pessoas capazes de reconhecer aquilo que realmente possui valor. E essa formação não começa no mercado de trabalho. Começa muito antes: dentro da escola.

Gabriele Di Giulio

São Roque

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MIASTENIA GRAVIS

Parabéns, Fernanda Bassette, pela matéria sobre miastenia gravis (Estadão, 21/7). É muito mais do que uma reportagem: serve como orientação e recomendação para que, diante de sintomas parecidos, a pessoa procure logo um neurologista. Sou um dos afetados pela doença, que começou em 2021, com visão dupla, a diplopia, ao ler a legenda de um filme. Imaginei que precisasse trocar os óculos, o que me levou ao meu oftalmologista, que recomendou que eu procurasse um neurologista, pois desconfiava do que se tratava. Sigo em tratamento com um especialista muito conhecido na área, o dr. Antonio Alberto Zambon, tomando as medicações prescritas e procurando-o diante de qualquer alteração que sinto ao mastigar ou engolir, porque, em uma dessas ocasiões, tive de ser internado às pressas.

Paulo T. Juvenal Santos

São Paulo

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FÓRMULA 1

Nem deu tempo de sentir saudade. Depois do Grande Prêmio da Bélgica cheio de emoção, a Fórmula 1 já desembarca na Hungria. Vamos para mais um fim de semana de corrida?

José Ribamar Pinheiro Filho

Brasília

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SELEÇÃO ARGENTINA

Pelas condenáveis, inadmissíveis e antidesportivas agressões e atitudes da cavalar seleção argentina ao longo da Copa do Mundo, sobretudo nas partidas contra a Inglaterra e a Espanha, para a qual foi derrotada na final, deve-se dizer que o local adequado para a sua atuação não é um campo de futebol, mas um campo de polo a cavalo. Vergonha.

J. S. Vogel Decol

São Paulo