Gerando resumo
A pimenta do reino é um tempero muito versátil e delicioso que já serviu até como moeda de troca no passado. A pimenta preta, que é a mais comum de se encontrar, possui também outros tipos que podem ser usados para molhos, proteínas e até bebidas. A pimenta do reino possui uma importância muito grande para a humanidade e para saber um pouco mais sobre a sua história e seus usos na cozinha, conversamos com Leonardo Andrade, fundador da Companhia dos Fermentados.
O que é pimenta-do-reino?

Piper nigrum é o nome científico da pimenta preta que é uma das especiarias mais antigas e valiosas do mundo. Essa planta vem do sul da Índia e atraiu a atenção do mundo devido a suas propriedades aromáticas, picantes e conservantes e chegou a ser usada como moeda de troca por séculos, movimentando o comércio entre o Oriente e Ocidente.
Quais são os tipos de pimenta-do-reino?
Todas as variedades vem da mesma planta, no total são quatro:
A pimenta preta, e a mais comum, tem seus frutos colhidos ainda verde e são deixadas para secar no sol ganhando um tom mais escurecido. Ela possui um sabor pungente, intenso e levemente picante.
A pimenta branca é feita a partir do mesmo fruto maduro, mas com a casca removida. É mais suave, menos aromática e tem notas terrosas.
A pimenta verde é colhida verde e preservada (em salmoura, seca ou fermentada). Tem sabor mais fresco, herbáceo e menos picante.
Já a pimenta vermelha é mais rara, feita com os frutos maduros inteiros e sem remoção da casca. Seu perfil é mais frutado e complexo.
Que tipo de receita combina com cada uma?
A pimenta preta é a mais prática, combina com carnes, ovos, massas, molhos e até sobremesas com chocolate e baunilha. Intensifica e realça os sabores. A branca é ideal para molhos brancos, purês, peixes, sopas claras e receitas em que se deseja manter a cor neutra. Ela é mais elegante e discreta. A pimenta verde combina com molhos cremosos (como molho poivre vert), pratos com carnes brancas e preparos com pegada asiática ou fresca. E a vermelha fica excelente em pratos onde se busca aroma e complexidade como marinadas, carnes assadas, queijos e até coquetéis.
Qual é a melhor forma de usá-las?

A melhor forma de usar as pimentas é triturá-las. “Não é agradável morder uma pimenta inteira em uma garfada”. Além disso, moer na hora garante um aroma mais fresco e intenso, já que os óleos essenciais da pimenta, após a moagem, se dissipam rapidamente quando expostos ao ar. Comprar a pimenta moída pronta também pode afetar a sua experiência. “Ela tem menos potência e personalidade, muitas vezes vem misturada com outros ingredientes como farinhas e fubá”. Moedores manuais ou pilões de pedra e madeira são os aliados mais em conta e funcionais.
Como a escolha da pimenta-do-reino pode influenciar no prato?
“Usar o tipo certo de pimenta é como escolher um vinho para harmonizar com o prato. Cada escolha poderá mudar completamente a experiência gustativa”. A pimenta preta moída dá um toque picante, a branca trará elegância e profundidade, a verde tem frescor e leveza e a vermelha, complexidade aromática.





