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Qual o melhor creme de ricota do Brasil?

Paladar testou às cegas 9 marcas de cremes encontrados em grandes supermercados e empórios. Veja o resultado

Teste paladar - creme de ricota. Foto: Jean Carniel/EstadãoTeste paladar - creme de ricota. Foto: Jean Carniel/Estadão
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Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

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Há quase uma dezena de marcas brasileiras dessa pasta macia, de sabor suave, facinha de espalhar no pão, versátil para recheio de massas, tortas e cannoli, tida como “light”, mesmo na versão original.

Mas, afinal, o que é ricota?

Antes mesmo da Itália existir como nação, a ricota era feita na região da Campânia. Servia de alimento no campo, junto ao pão e à polenta. Originalmente, acredita-se que era um derivado do soro de leite que sobrava da produção da mozarela de búfala, que voltava a ser cozido – daí o nome (ricotta significa recozida!).

Ou seja, é um laticínio fresco, feito com o soro excedente da fabricação de queijos. Ao mesmo tempo tenra e granulada, é rica em proteínas. Cremosa, com pouco sódio e pouca gordura, a ricota é um aperitivo perfeito, com tomatinhos, azeite e uma pitada de sal ou como base de patês. Suave, mistura-se facilmente a verduras, castanhas e embutidos, dando vida a um sem-fim de recheios. Polivalente, ela serve para sobremesas também.

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O que é creme de ricota?

Jurados provam amostras de creme de ricota durante o teste Paladar. Foto: Jean Carniel/Estadão

A ideia de uma pasta de ricota implica uniformizar e garantir uma textura mais lisa ao laticínio. Por consequência, facilitar seu uso nas receitas. Em casa, bastaria bater uma boa ricota com creme de leite e ajustar o sal, se necessário. Já a indústria, inclui processos como pasteurização, homogeneização e, não raro, adição de componentes químicos, caso de espessantes e estabilizantes, para garantir consistência homogênea e maior durabilidade.

Como foi feito o teste?

Paladar Testou é uma iniciativa 100% editorial. Em todas as provas realizadas por Paladar, a reportagem faz um levantamento das marcas disponíveis no mercado. Nos dias anteriores ao teste, as amostras são compradas* em grandes redes de supermercado e empórios da capital paulista, de modo que as marcas não sabem que seus produtos serão submetidos a uma degustação às cegas. O júri tampouco sabe o que irá enfrentar.

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Dito isso, para avaliar exemplares “originais”, inclusive de búfala, Paladar recrutou chefs que se valem de ricota em suas cozinhas. Detalhe eles avaliaram 10 marcas, mas só 9 foram consideradas, visto que uma continha um “light em calorias” disfarçado no rótulo que só foi notado após a degustação.

O júri foi composto por Carlos Bertolazzi (do Zena Cucina e Best Burger & Co., apresentador e empresário), Giovanni Renê (do Mila, do Muli e da micro padaria Farinha), Rodrigo Queiroz (chef e sócio do Tre Bicchieri e do Bicchieri Cucina) e Viviane Gonçalves (que depois de 12 anos de sucesso no Chef Vivi passou a comandar a gastronomia do Hotel Emiliano).

Os chefs Carlos Bertolazzi, Rodrigo Queiroz, Giovanni Renê e Viviane Gonvçalves posam para retrato durante o teste Paladar para definir o melhor creme de ricota. Foto: Jean Carniel/Estadão

Durante uma tarde no Zena Cucina, nos Jardins, com ajuda de muitas colheres e grissini caseiro, os jurados avaliaram Textura, Sabor, Frescor e Aparência. Veja quais marcas foram eleitas as melhores.

*os valores dos produtos mencionados a seguir são de compras feitas entre os dias 13 e 14 de setembro

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O júri elegeu as seguintes marcas:

Taeq

Embalagem de creme de ricota da marca Taeq conquistou o Selo de Ouro no teste do Paladar Foto: Jean Carniel/Estadão

Suavidade no sabor, aparência uniforme e textura agradável deram o pódio ao exemplar.

Atilatte

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Embalagem de creme de ricota da marca Atilatte conquistou o Selo de Prata do Teste do Paladar Foto: Jean Carniel/Estadão

Fresco, com boa cremosidade e notas lácteas, agradou.

Búfala Almeida Prado

Embalagem de creme de ricota da marca Búfala Almeida Prado conquistou o Selo de Bronze no teste do Paladar Foto: Jean Carniel/Estadão

A pureza no sabor, “parece uma ricota de verdade”, foi o grande destaque.

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As 9 marcas testadas em ordem alfabética

Almeida Prado, 200 g, R$ 12,99, Quitanda

A sensação na boca de uma autêntica ricota levou o júri a indicá-la para recheio de massas.

Atilatte, 170 g, R$ 10,98, Mambo

Apesar do equilíbrio de sabor, uma pontinha de sal na boca agradou, inclusive para ser comida diretamente com pães e biscoitos.

Bom Destino, 200 g, R$ 11,98, Mambo

Textura e aparência levaram os jurados a pensarem em “iogurte grego”. Sabor lácteo muito marcante também não remetia à ricota.

Danúbio, 200 g, R$ 10,77, Sonda

Neutra no paladar e com textura lisa, “talvez por xantana ou alguma gelatina”, foi considerada versátil para a cozinha.

Galbani, 200 g, R$ 9,99, Mambo

Com sabor pouco marcante, mas boa cremosidade, é um creme “honesto”.

Polenghi, 150 g, R$ 11,49, Pão de Açúcar

Retrogosto amargo e consistência gelatinosa desagradou o júri.

Président, 200 g, R$ 8,99, Mambo

Retrogosto amargo, apesar de pouco sabor, e textura compacta não convenceram o júri.

Quatá, 150 g, R$ 8,99, Mambo

Foi identificada uma certa adstringência e falta de frescor. A consistência firme tampouco foi unânime.

Taeq, 200 g, R$ 9,39, Pão de Açúcar

Ligeiramente granuloso, sem perder a cremosidade, com sabor neutro, foi considerado “básico, como um creme deve ser”.

Tirolez, 200 g, R$ 9,99, Mambo

Recebeu comentários como “industrial bem-feito” e “direitinho”, passando “na média”, “sem grandes defeitos”.

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