Bolsonaro interrogado e uma ‘conversa de bar’ inconsequente e inaceitável | Estadão Analisa

O programa diário traz uma curadoria dos temas mais relevantes do noticiário, deixando de lado o que é espuma, para se aprofundar no que é relevante

No “Estadão Analisa” desta quarta-feira, 11, Carlos Andreazza traz o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro que falou ao STF nesta terça-feira, 10. Bolsonaro negou ter articulado um plano golpista para reverter o resultado das eleições de 2022.

Apesar disso, o ex-presidente admitiu que levou aos comandantes das Forças Armadas “considerando” com propostas “alternativas” para contestar o pleito.

Para criminalistas ouvidos pelo Estadão, as declarações fazem parte de uma estratégia para sustentar que todas as ações de Bolsonaro ocorreram “dentro das quatro linhas da Constituição” e permaneceram no campo da cogitação, o que, em tese, afastaria a configuração de crime.

Especialistas apontam, contudo, que o debate sobre atos preparatórios já está superado. Além disso, a admissão do ex-presidente de que levou aos comandantes das Forças Armadas “alternativas constitucionais”como o estado de sítio para reverter o resultado eleitoral é vista como um ponto que pode agravar sua situação jurídica, já que esses instrumentos, embora previstos na Constituição, não se prestam ao fim alegado e teriam sido evocados fora de seu contexto legal.

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