PUBLICIDADE

EXCLUSIVO

Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia. Com Eduardo Barretto e Leticia Fernandes

Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia. Com Eduardo Barretto e Leticia Fernandes

Nikolas vira cabo eleitoral de Flávio no Nordeste e visita 6 estados na reta final do 2º turno

Deputado pediu ao partido para fazer um périplo pela região, reduto eleitoral de Lula, e passará por seis Estados nordestinos na reta final da campanha

PUBLICIDADE

Foto do autor Roseann Kennedy
Foto do autor Leticia Fernandes
Atualização:

Nikolas também participou de ato do Bloco do 22 na Paulista com funk, dancinha e tentativa de energizar eleitor

À frente nas pesquisas, candidato do PL vê adversário Lula se aproximar nos últimos dias da campanha com guinada na mobilização digital. Crédito: Guilherme Caetano e Renan Porto/Estadão

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou um giro pelo Nordeste para ajudar a alavancar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) na região. A ideia do parlamentar mineiro, que foi o mais bem votado do Brasil — com 3,1 milhões de votos —, é avançar sobre o eleitorado dominado pelo presidente Lula e reduzir a diferença entre eles.

O novo cabo eleitoral de Flávio no Nordeste vai passar por seis dos nove estados da região até o fim da campanha. Ele esteve em Salvador e Teresina no sábado, 17, e nesta última semana da corrida eleitoral vai às seguintes capitais: Aracaju, São Luís, Recife e Fortaleza. Na véspera do segundo turno, Nikolas participará de atos em Belo Horizonte e no Rio.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu ao partido para fazer um giro pelo Nordeste; périplo começará por Salvador, em ato de Flávio Bolsonaro com ACM Neto  Foto: Wilton Junior/ Estadão

PUBLICIDADE

Dirigentes do PL sabem que o Nordeste elege Lula, mas enxergam na região a possibilidade de reduzir a diferença entre os candidatos ao Planalto e ressaltam que, em uma eleição tão apertada, “cada voto conta”.

Segundo apurou a Coluna do Estadão, quando Nikolas avisou ao partido que desejava viajar pelo Nordeste, dirigentes do PL não entenderam por que motivo o deputado quer se deslocar para a região, já que sua base eleitoral está em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do País. Mas disseram confiar em Nikolas porque ele “sabe o que está fazendo”.

O périplo começou pela Bahia, maior Estado nordestino e quarto maior colégio eleitoral do País. Nikolas esteve em Salvador para uma agenda de Flávio Bolsonaro com ACM Neto (União), derrotado pelo PT em primeiro turno na disputa de governador no pleito deste ano, mas que na capital teve desempenho muito maior que seu adversário reeleito, o petista Jerônimo Rodrigues.

Publicidade

Salvador também se tornou simbólico para o deputado mineiro porque foi onde a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, o chamou de “piá de bosta”. Nikolas manifestou o desejo de fazer um enfrentamento com a primeira-dama e já tem feito referência ao xingamento de Janja junto à militância bolsonarista. Em um encontro do PL na semana passada, o mineiro começou sua fala saudando a “quantidade de piás que estão aqui”, ouvindo risos e gritos de apoio da plateia.

Hegemonia petista na Bahia

O PT governa a Bahia há 20 anos, mas Neto tem boa votação na capital, na qual foi prefeito por dois mandatos, de 2012 a 2020. Em Salvador, seu reduto eleitoral, ACM Neto recebeu 769,7 mil votos, superando o governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT), cuja votação na capital foi de 630,6 mil votos. Flávio Bolsonaro, por sua vez, recebeu pouco mais de 391 mil votos, e a avaliação da campanha do presidenciável é de que há margem para o candidato avançar sobre o eleitorado que apoiou Neto.

No Maranhão, onde Nikolas participará de ato nesta quarta-feira, 21, Lula teve mais que o dobro de votos de Flávio — 63,99%, ante 30,90% do candidato do PL —, mas o deputado quer surfar na onda que elegeu para o Senado um nome do partido Novo, Lahesio Bonfim, que declarou apoio a Flávio. Ele desbancou políticos de peso como a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) e dois senadores que buscavam a reeleição, Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PT).

O governador eleito em primeiro turno, Eduardo Braide (PSD), adotou postura de neutralidade ao longo da campanha, mas é do partido de Ronaldo Caiado, candidato a presidente que declarou apoio a Flávio no segundo turno.

Vale ler também
Eliane Cantanhêde
Lula 4 enfrentará crise fiscal, mercado e bolsonarismo forte, mas desgovernado
Carlos Andreazza
Blitz lulojanonista, medo e a escolha pela ruindade previsível: hipóteses para a virada de Lula
Silvio Cascione
Margem de vitória renova força de Lula para iniciar quarto mandato