Como vai ser o novo aeroporto internacional de SP, na cidade conhecida como ‘Orlando Brasileira’

Terminal em Olímpia terá capacidade para atender cerca de 1 milhão de passageiros por ano e será dimensionado para receber também aeronaves de carga

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Foto do autor José Maria Tomazela

As obras do novo aeroporto internacional do Estado de São Paulo, em Olímpia, devem começar ainda este ano. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), aguarda-se apenas a disponibilização orçamentária para dar início ao processo licitatório.

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A 430 quilômetros da capital, Olímpia é conhecida como a ‘Orlando brasileira’ - em referência ao destino turístico na Flórida (EUA) - por causa dos parques aquáticos termais, que atraem 4,8 milhões de turistas por ano.

O terminal já tem existência formal, com registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) desde 21 de março. Os Correios também já definiram o CEP do futuro aeroporto, na Estrada Municipal OLP 382, bairro Aeroporto.

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A área onde será construído o Aeroporto Internacional de Olímpia foi adquirida pela prefeitura. A expectativa é de que as obras comecem este ano. Foto: Prefeitura de Olímpia/Divulgação

Em outubro de 2024, foi publicada no Diário Oficial da União portaria do Ministério de Portos e Aeroportos que federalizou o espaço, passando para a Infraero a responsabilidade pela implementação, gestão, operação e exploração do terminal. Segundo a prefeitura, a expectativa é iniciar as obras ainda em 2025.

O futuro terminal deverá ser o terceiro aeroporto internacional no Estado, segundo a Infraero. Hoje, têm esse status apenas o Aeroporto em Guarulhos (Cumbica), e o de Viracopos (Campinas). Congonhas, na zona sul de São Paulo, tem passagens vendidas para Buenos Aires. Mas, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), envolvem trajetos com conexão: ou seja, o avião saído de Congonhas ainda faz uma rota doméstica.

Facilitar o turismo na região - os parques aquáticos Thermas dos Laranjais e Hot Beach estão entre os mais famosos do País - é um dos objetivos. Recentemente, Olímpia recebeu a classificação “A” no Mapa do Turismo Brasileiro, a elite do setor.

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Com localização estratégica - entre São José do Rio Preto e Ribeirão Preto, e perto do Triângulo Mineiro - a cidade tem mais de 34 mil leitos de hospedagem. Os planos são de chegar a 40 mil até 2027. A cidade investe ainda na revitalização do centro histórico e em novos equipamentos turísticos para atrair visitantes.

“Em uma segunda fase, pretendemos transformar o aeroporto em ferramenta para escoar a produção da região, beneficiando 200 municípios próximos, de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul”, disse ao Estadão o prefeito Geninho Zuliani (União Brasil).

Segundo a Infraero, haverá impacto direto na economia de 37 cidades, com aproximadamente 1 milhão de pessoas.

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Área de 200 hectares

A construção será em um terreno de 200 hectares, adquirido pela prefeitura. Fica a 20 quilômetros da área urbana, com acessos pela Rodovia Assis Chateaubriand, pela Estrada Municipal Diógenes Breda Filho e pela Vicinal Natal Breda.

Com pista de 2,1 mil metros de extensão por 45 metros de largura, a capacidade será de atender cerca de 1 milhão de passageiros por ano. Há possibilidade de expansão da pista para até 2,5 mil metros.

O terminal será dimensionado para receber também grandes aeronaves de carga, a exemplo de Viracopos. O pátio de aeronaves terá extensão de 200 metros para taxiar, simultaneamente, até seis aeronaves tipo Boeing ou Airbus.

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Segundo a prefeitura, há uma verba inicial de R$ 500 milhões, vinculados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, para a construção. O planejamento é de que a obra seja entregue em dois anos. Espera-se que o novo terminal receba voos internacionais de países da América do Sul.

Devido aos parques aquáticos termais, Olímpia é conhecida como a ‘Orlando brasileira’. Foto: Rogério Parra

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Especialista defende pista maior

Para Raul Marinho, diretor técnico da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), a pista deveria ser maior do que o inicialmente projetado para atender à demanda internacional. “(No tamanho previsto) Seria um aeroporto adequado para aeronaves do tipo Airbus 320, até um 321, o Boeing 737 Max 8, eventualmente até o 9, que são aeronaves mais utilizadas em operações domésticas”, afirma.

Ainda segundo ele, a distância da capital impede que o terminal de Olímpia seja uma alternativa ao de Cumbica. “Viracopos é muito mais perto de São Paulo e está ocioso. O Triângulo Mineiro tem bons aeroportos para atender aquela região. E Ribeirão Preto também tem planos de ter um aeroporto internacional.”