Ao Vivo

Estadão

Grupos estrangeiros pagam ágio elevado e dominam leilão de aeroportos no Brasil

Espanhola Aena e suíça Zurich venceram os dois blocos mais importantes do leilão desta sexta-feira; consórcio brasileiro formado por Socicam e Sinart arrematou aeroportos do Centro-Oeste

O primeiro leilão de concessão do governo de Jair Bolsonaro ocorreu nesta sexta-feira, 14, na B3, em São Paulo e arrecadou R$ 2,377 bilhões, com ágio médio de 986%.

 

Três diferentes grupos venceram os três blocos de aeroportos ofertados no leilão de hoje. A espanhola AENA conquistou o Bloco Nordeste, ao ofertar um valor de contribuição inicial de R$ 1,9 bilhão, o que corresponde a um ágio de 1010,69% em relação ao valor mínimo estabelecido no edital. A suíça Zurich levou o Bloco Sudeste com uma proposta de outorga inicial de R$ 437 milhões, ágio de 830,15%. Já o bloco Centro Oeste ficou com o Consórcio Aeroeste (formado pelas brasileiras por Socicam e Sinart), que fez lance vencedor de R$ 40 milhões, ágio de 4.739,38%.

 

A estreia da nova administração nas licitações teve 12 aeroportos localizados nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, que hoje respondem por 9,5% do mercado doméstico, com quase 20 milhões de passageiros/ano. 

 

Na disputa pelo três blocos dez empresas participaram: as  brasileiras CCR, Pátria, Socicam e Construcap; as francesas Vinci e Aéroports de Paris (ADP); a suíça Zurich AG; a espanhola Aena; e as alemãs AviAlliance e Fraport. Entre os estrangeiros, alguns já têm presença nos aeroportos brasileiros. A Zurich tem as concessões de Florianópolis (SC) e de Confins (MG); a Vinci, o terminal de Salvador; e a Fraport atua em duas capitais: Porto Alegre (RS) e Fortaleza (CE).

ACOMPANHE AO VIVO

Atualizar

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.