
Na SP–Arte 2026, a curadora e pesquisadora Livia Debbane assina, pelo terceiro ano consecutivo, a mostra de design da feira que dobrou de tamanho nos últimos três anos.
O título escolhido desta vez diz muito: “Existe uma árvore”.
A exposição parte de uma constatação simples e potente — antes do móvel, antes do objeto, existe a árvore — para reler a história do design moderno e contemporâneo brasileiro a partir das espécies do território nacional.
“Móveis em madeira são o maior símbolo do design brasileiro. Nossos designers desfrutam do privilégio de ter à disposição uma variedade de madeiras únicas no mundo. A exposição celebra isso, falando das nossas árvores por meio de cada móvel”, afirma Livia Debbane à Coluna.
Cada peça apresentada funciona como veículo para discutir temas como diversidade de espécies, extinção, regeneração e manejo sustentável.
A mostra reúne obras de nomes fundamentais como Joaquim Tenreiro, Jorge Zalszupin, Sergio Rodrigues, Lina Bo Bardi, Zanine Caldas e Carlos Motta, entre outros.
“A exposição apresentará para o público peças raras, bem como espécies raras”, complementa a curadora.
A expografia leva a assinatura de Malu Neder, arquiteta da SP–Arte, com estrutura em MDF revestido com resina sintética produzida pela Arauco, patrocinadora da feira.
A mostra integra a programação da SP–Arte 2026, que acontece de 8 a 12 de abril, no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera.
Em 2025, a SP-Arte registrou um público aproximado de 31 mil visitantes. A expectativa é que esse número se mantenha nesse mesmo patamar em 2026.


