BNDES aprova R$ 13,1 bi de crédito para metalurgia em três anos

O destaque foi o volume de 2025, com R$ 8 bilhões aprovados, o segundo melhor volumeanual da série histórica, atrás apenas de 2008, quando alcançou R$ 10,4 bilhões

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RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 13,1 bilhões em crédito para a indústria de metalurgia nos últimos três anos, segundo dados antecipados com exclusividade para o Estadão/Broadcast. Os recursos aprovados entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025 representaram, conforme o BNDES, um aumento de 248% ante os R$ 3,8 bilhões registrados de 2019 a 2022.

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As aprovações foram decorrentes de 5.857 operações com empresas do segmento nos últimos três anos. O destaque foi o resultado de 2025, com R$ 8 bilhões aprovados, segundo melhor desempenho anual da série histórica, atrás apenas de 2008, quando esse volume alcançou R$ 10,4 bilhões.

Em 2023, foram aprovados R$ 3,0 bilhões em financiamentos para a metalurgia, seguidos de R$ 2,1 bilhões em 2024.

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Entre os financiamentos aprovados pelo BNDES está um crédito de R$ 1,13 bilhão para o projeto de modernização de três plantas industriais da CSN, em Volta Redonda Foto: Fabio Motta/Estadão

“Com a política industrial organizada, com instrumentos financeiros adequados, como o projeto do Mais Inovação, que permite inovação, digitalização, e o do Fundo Clima, que permite projetos em descarbonização e fazendo um blend, um mix de instrumentos em taxa mercado, a gente tem permitido que a gente consiga induzir, antecipar ou acelerar investimentos no setor. O que a gente tem visto é o setor cada vez investindo mais”, afirmou José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES.

Entre os financiamentos aprovados estão um crédito de R$ 1,13 bilhão para o projeto de modernização de três plantas industriais da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda, no Sul Fluminense; R$ 566 milhões para a Gerdau construir um mineroduto em Ouro Preto, Minas Gerais; e um centro de reciclagem para beneficiamento de sucata em Pindamonhangaba, São Paulo.

Segundo Gordon, o setor de metalurgia tem investido nessas duas grandes premissas: descarbonização e digitalização.

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“A gente espera que no ano que vem, assim como nesse ano, também se mantenham os investimentos”, disse Gordon. “Tem empresas que estão procurando a gente. Muito fortemente nessa agenda de descarbonização e digitalização. E eu acho que essas são as agendas de futuro, onde o Brasil tem um grande potencial. É inovar, digitalizar e essa agenda verde.”

O diretor do BNDES acrescenta que o banco de fomento está trabalhando para que novas aprovações de crédito para a metalurgia ocorram neste ano.

“Os financiamentos aprovados pelo BNDES para todo o setor, com destaque para a siderurgia, são fundamentais para fortalecer a indústria de base no País, conectada a uma cadeia imensa de segmentos de destaque da economia nacional, como aço, o automotivo e o tecnológico”, corroborou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota.

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