
Davos - O fundo soberano do Azerbaijão, que tem US$ 80 bilhões em ativos, quer investir no Brasil. O fundo já vem falando com participantes do mercado brasileiro na Faria Lima há cerca de seis meses, e nesta semana, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, voltou a ter conversas.
O objetivo do fundo, que só pode investir em ativos fora do Azerbaijão, é diversificar investimentos para a América Latina. E para isso, o Brasil é a porta de entrada, segundo interlocutores. “O Azerbaijão é um país pequeno, mas bem estável, bem administrado e não tem dívida”, comentou um executivo.
O ambiente de um mundo voltado a relações bilaterais e com menos previsibilidade dos Estados Unidos tem levado fundos a diversificar ativos, ressalta o executivo de um banco. O movimento começou em 2025 e ainda não dá mostras de estar perdendo força.
País é sempre atrativo
O Brasil, nesse cenário, por ser democracia estável, ter população grande, mercado de capitais funcional e energia limpa sempre é atrativo, completa este executivo. O país já recebe há alguns anos investimentos de outros fundos soberanos, como o da Noruega, de Abu Dhabi e de Cingapura.
O Fundo Estatal do Petróleo da República do Azerbaijão (Sofaz), nome oficial, foi fundado em 1999 para gerir receitas da indústria petrolífera. O fundo tem investimentos em renda fixa, ações, ouro, imóveis e infraestrutura na Europa (29,1%), América do Norte (24,8%), Ásia (8,5%), Oriente Médio (1,4%), Oceania (1%) e apenas 0,1% na América Latina, de acordo com dados do terceiro trimestre de 2025.
Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 19/01/2026, às 14:53
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