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Bastidores do mundo dos negócios

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Fundos têm 32 mil empresas para vender, avaliadas em US$ 3,8 tri

Veículos de ‘private equity’ estão com dificuldade para alienar ativos, diz a Bain & Company

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Foto do autor Altamiro Silva Junior
Os negócios dos fundos de 'private equity' somaram US$ 149 bilhões no segundo trimestre, queda de 23% sobre o primeiro Foto: Kristina Blokhin/Adobe Stock

Os fundos especializados em investir em empresas, chamados de private equity, têm 32 mil empresas para vender, que valem US$ 3,8 trilhões, mostra um estudo global da consultoria Bain & Company. O volume é recorde, em meio à dificuldade para vender ativos e também para buscar novos investimentos, que fizeram a esperada recuperação para esses fundos não ocorrer em 2026.

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Em 2025, a recuperação dos negócios dos fundos foi adiada pelas incertezas geradas pelas várias tarifas comerciais anunciadas por Donald Trump. Esperava-se que ela viria em 2026 e não veio, por conta da guerra do Irã e seus desdobramentos. “Chame isso de dinâmica “Feitiço do Tempo”. Recuperação adiada, novamente”, comenta o sócio da Bain, Hugh MacArthur, em alusão ao filme sobre o dia da marmota, em que o personagem acorda todos os dias na mesma situação.

Nesse ambiente, o segundo trimestre de 2026 foi ainda pior, com negócios dos fundos de private equity no mundo somando US$ 149 bilhões, queda de 23% ante o primeiro trimestre e recuo de 12% em 12 meses. Uma nova onda de incertezas afetou os negócios e os valores das empresas, comentou o executivo da Bain em um webinar para falar de perspectivas para os fundos. No evento, a visão dos participantes é de um segundo semestre ainda mais difícil, pois as incertezas atuais não devem se dissipar tão cedo.

Período é desafiador para investidores

“Claramente é um período desafiador para ser um investidor”, disse a sócia da Bain, Karen Harris no mesmo evento. Ela mencionou tendências como mais fricções entre os países no que vem sendo chamado de “pós-globalização”. Outro fator de preocupação é a disparada da volatilidade nos mercados, em meio a crescentes choques na economia mundial, cada vez mais rápidos e menos previsíveis, sejam geopolíticos, como o Irã, ou mais específicos, como os que podem vir da inteligência artificial. “Estamos enfrentando eventos exógenos que estão dificultando a habilidade de entendermos os investimentos. É um mundo onde as regras estão mudando.”

Sem conseguir vender empresas já presentes em suas carteiras, na média há sete anos, e com novos negócios caindo, a captação de novos recursos pelos fundos deve somar US$ 1,3 trilhão em 2026, valor que pode parecer alto, mas é o menor patamar desde 2018.

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Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 22/07/2026, às 15:00

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