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Sada investe R$ 1,1 bi em usinas flex de etanol de milho e cana em GO e MG

Unidades devem ter capacidade instalada para 360 milhões de litros anuais, frente aos atuais 100 milhões; empresa iniciou em setembro encontros com agricultores de GO, MT e BA para firmar parcerias

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Foto do autor Gabriel Azevedo
Foto do autor Isadora Duarte
Atualização:

O grupo mineiro Sada, especializado em logística e transporte de veículos, está investindo R$ 1,1 bilhão na conversão de duas usinas que processam cana-de-açúcar para operar também com milho na produção de etanol. As unidades ficam em Montes Claros de Goiás (GO) e Jaíba (MG). “A ideia é ser um player mais relevante e ter um custo de produção mais competitivo”, diz Daniela Medioli, vice-presidente do grupo. Do investimento, 30% virão de recursos próprios e 70% via crédito, incluindo linhas do Fundo Clima do BNDES. A empresa avalia, além disso, a emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). “Deixar as usinas apenas na cana seria um risco maior. O futuro vai nessa direção”, comenta.

Grupo mira 25% da receita em agro

O agro representa 10% da receita da Sada, que não divulga faturamento. Com as usinas operando também milho, a meta é alcançar 25% nos próximos anos. As unidades devem ter capacidade instalada para 360 milhões de litros anuais, frente aos atuais 100 milhões de litros.

Roadshow em busca de fornecedores

Sem produção própria de milho, a Sada iniciou em setembro encontros com agricultores de GO, MT e BA para firmar parcerias. O primeiro evento foi em Rio Verde (GO), e os próximos serão em Jaíba e Montes Claros de Goiás. Para garantir oferta, a Sada erguerá silos para 160 mil toneladas em Goiás e 120 mil t em Minas.

Em Goiás, um terço da nova unidade que produzirá etanol já está concluída e a operação deve começar em agosto de 2026 Foto: Divulgação/Grupo Sada

Mais verde

O banco cooperativo Sicoob firmou parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para ampliar o portfólio de crédito sustentável voltado ao agronegócio. O foco das novas linhas será em investimentos sustentáveis e produtivos no campo, conta Francisco Reposse Junior, diretor comercial e de canais do Sicoob. “A chegada do BID reforça o compromisso com a ampliação do portfólio de crédito e com o fortalecimento de cadeias produtivas em todo o País”, diz.

Prazo flexível

Com a parceria do BID, produtores rurais, pecuaristas e empreendedores cooperados ao Sicoob poderão acessar recursos com até sete anos de pagamento para recuperação de áreas degradadas, investimento em bioinsumos, uso da energia solar, investimentos em sistemas integrados de produção. O acordo integra a estratégia do Sicoob de expandir a carteira verde ao agronegócio, que soma R$ 55,1 bilhões em crédito rural.

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Renda garantida

A Trag, plataforma de gestão de risco climático para o agronegócio, registrou salto de 767% no valor segurado de 2024 para 2025, atingindo R$ 30 milhões. São mais de 200 mil hectares protegidos. Hoje, 90% da operação está concentrada em grãos, mas a empresa já testa estruturas para outras culturas. O lançamento de produtos específicos para café ocorrerá ainda neste ano e para algodão em 2026. A estratégia busca ampliar o portfólio e atender a diferentes cadeias produtivas do agronegócio.

Expansão

A empresa atua em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Bahia e Paraná. Em 2026, planeja reforçar a presença no Centro-Oeste e Nordeste. Para 2027, a meta é avançar para o mercado internacional, com entrada no Paraguai e na Argentina. Em paralelo, a Trag prepara uma rodada de investimentos com a Domo Invest no próximo mês, em busca de capital para acelerar o avanço tanto aqui quanto lá fora.

Fatia maior

A Kemp, empresa paulista com duas décadas de atuação na construção civil, vem migrando cada vez mais para o agronegócio. Adaptou sua plataforma de gestão, já utilizada por Itaú e Santander em obras, para processar dados de abastecimento, irrigação e pulverização no campo. A aposta é elevar o peso do agro de 10% para 50% da receita em cinco anos, com foco em São Paulo e Centro-Oeste. A CTO Barbara Kemp negocia parcerias com a Kepler Weber, mas a base atual são citricultores.

Alemanha passa a ser principal importador de café

Os EUA perderam em agosto o posto de maior importador de café brasileiro, após o tarifaço de 50% imposto por Trump ao Brasil. Segundo o Cecafé, os americanos importaram 301 mil sacas, queda de 46% ante agosto de 2024. Já a Alemanha comprou 414 mil sacas no mês passado e assumiu a liderança, mesmo tendo comprado 24% menos em relação a igual mês de 2024.

México deve habilitar mais frigoríficos brasileiros

Uma delegação mexicana começa hoje uma auditoria para renovação e habilitação de frigoríficos brasileiros que exportam carne bovina ao país. A autoridade sanitária vai inspecionar 14 unidades que desejam vender a proteína vermelha ao México. Hoje, 35 deles estão aptos. Em agosto, o país se tornou o segundo principal destino da carne brasileira.

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