Vocação da indústria automobilística do País não está nos carros elétricos, diz Tarcísio de Freitas

Governador de SP defendeu que futuro do setor passa pelo modelo híbrido e destacou a necessidade de uma política pública para viabilizar uma frota movida a biometano e hidrogênio

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Por Beatriz Capirazi
Atualização:
2 min de leitura

O futuro da indústria automobilística brasileira não está nos carros elétricos, mas em um híbrido de soluções que possam ser factíveis e viáveis. A afirmação foi feita pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, durante o lançamento da primeira estação experimental de abastecimento de hidrogênio renovável a partir do etanol do mundo, na quinta-feira, 10. A estação é desenvolvida pelo Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI) da Universidade de São Paulo (USP).

O governador afirmou que o elétrico puro talvez não seja a saída para o setor devido ao investimento que teria que ser feito em infraestrutura, o peso destes veículos e o reflexo que eles teriam nos pavimentos.

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O governador Tarcísio de Freitas durante lançamento da planta-piloto da primeira estação do mundo de abastecimento de hidrogênio renovável a partir do etanol.  Foto: Taba Benedicto/Estadão

“Vocação da indústria automobilística não está nos carros elétricos. Temos uma solução interessante no Brasil: o híbrido com hidrogênio. Amanhã, vamos ter condição de formular uma política pública para que tenhamos uma frota movida a biometano e hidrogênio”, disse.

Tarcísio, no entanto, destacou que a grande questão a ser resolvida pelo poder público em parceria com a indústria privada é como fazer o modelo ganhar escala em todo o Brasil. “A logística está pronta com o lançamento que fizemos hoje (quinta-feira). Posso ter um reformador em cada posto de combustível.”

O governador afirmou ainda que o Brasil estava se posicionando de forma líder no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, não só com o hidrogênio, mas também com o desenvolvimento do biometano e do combustível de aviação sustentável.

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Tarcísio destacou não haver um exemplo mais contundente de economia circular do que a cana-de-açúcar. Segundo ele, o negócio já salvou o Brasil quando houve a crise do petróleo. “Nada tão brasileiro e paulista quanto o etanol. Somos o maior produtor de cana-de-açúcar e etanol do Brasil.”

Durante o evento, houve uma demonstração do Toyota “Mirai” movido a hidrogênio e uma demonstração de um ônibus com a mesma tecnologia. “Fiquei com vontade de ter ônibus com hidrogênio verde em toda a cidade agora”, brincou Tarcísio.

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