P3C: Novo ciclo de concessões exige estruturação
Gabriel Ribeiro Fajardo, diretor de Concessões e Parcerias da CODEMGE, fala sobre os desafios para consolidar a nova fase da infraestrutura. Crédito: Imagens: Léo Souza e Deividi Correa/Edição: Laís Nagayama
Gerando resumo
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) informou nesta quarta-feira, 10, por meio de fato relevante, que a Gerais Saneamento, do grupo Equatorial, foi escolhida pelo governo de Minas Gerais como investidora de referência da oferta pública secundária de ações.
A Equatorial terá prioridade na aquisição de 114.075.921 ações. A Copasa já havia confirmado o nome na semana passada.

A operação faz parte do processo de privatização da empresa, conduzido pelo governo mineiro. A oferta será precificada nesta quinta-feira, 11, e, conforme apurou o Estadão/Broadcast, as ações devem sair a R$ 49,03, mesmo valor pago pela Equatorial para adquirir uma fatia de 30% da companhia.
Segundo pessoas a par do assunto, a demanda pela operação já supera R$ 50 bilhões, bem acima dos cerca de R$ 3 bilhões em ações que serão ofertados ao mercado.
Com a operação, a participação do governo de Minas cai de 50% para 5%; a fatia de ações em circulação no mercado (“free float”) salta de 49,6% para 64,6%; e se mantém uma participação minoritária de 0,4% de outros acionistas (veja imagem).

Com o negócio, a Equatorial passa a ser acionista de referência das duas maiores companhias de saneamento do País. Desde junho de 2024, o grupo detém 15% da Sabesp, participação adquirida por quase R$ 7 bilhões durante a privatização da companhia paulista.
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A Copasa está entre os principais ativos ainda sob controle estatal no setor de saneamento brasileiro. Presente no segundo Estado mais populoso do País, a companhia opera em 636 municípios e atende cerca de 75% das cidades mineiras. A cobertura de abastecimento de água supera 99%, enquanto a de esgotamento sanitário alcança 80,4%.


