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Líder no ranking das vendedoras no Top Imobiliário 2025, superando a Lopes, tradicional campeã da categoria, o grupo Cyrela se destaca por oferecer produtos de luxo e alto padrão, que detêm a supremacia em sua carteira de lançamentos. A vice também tem a plataforma LPS – Luxury Properties Selection para imóveis de altíssimo padrão.
“Nosso desempenho em vendas é resultado da sinergia entre produto, estratégia comercial e inteligência de mercado”, diz Orlando Pereira, diretor comercial da Cyrela.
O grupo controla as marcas Cyrela (alto padrão) e Living (médio), cujas vendas são feitas pela Seller, além da Vivaz, com foco em moradia popular e uma estrutura própria de comercialização com Vivaz House e Vivaz Vendas. Segundo os dados da Embraesp, o valor geral lançado (VGL) pela Cyrela cresceu 40% no ano passado.

Em São Paulo, os lançamentos do grupo somaram R$ 6,6 bilhões em 2024, afirma Pereira. Foram distribuídos da seguinte forma: alto padrão com R$ 3,4 bilhões (51%), médio padrão com R$ 1,5 bilhão (23%) e baixa renda com R$ 1,7 bilhão (26%). “Temos produtos voltados para cada público e região do mercado”, assegura.
Segundo ele, parcerias relevantes e projetos icônicos, especialmente no alto padrão, impulsionaram crescimento.
Lançado em junho de 2025, o Epic by Pininfarina é o sétimo empreendimento da Cyrela em parceria com o estúdio italiano, famoso por seu design na Ferrari. Com 210 metros de altura, é o residencial mais alto lançado na cidade, “consolidando a liderança da Cyrela em projetos que unem arte e engenharia”, diz Pereira.
Epic by Pininfarina é um símbolo de verticalidade, que une arte e engenharia para mudar o skyline de SP
Orlando Pereira, diretor comercial do Grupo Cyrela
O Heritage Cyrela by Pininfarina, em 2017, deu início à parceria. “Hoje, as unidades chegam a R$ 95 mil por m², valorização que é reflexo da exclusividade do projeto”, afirma.
O diretor vê o Epic by Pininfarina como “símbolo de verticalidade, reforçando o propósito da Cyrela de transformar o skyline de São Paulo por meio de projetos que garantem metragem e luxo”. Com apartamentos de 339 a 379 m² e cobertura de 570 m², o tíquete fica entre R$ 11 milhões e R$ 20 milhões, com preço de lançamento próximo a R$ 40 mil/m². O VGV é de R$ 2 bilhões.
Entre os diferenciais, Pereira cita elevação do 1.º pavimento à altura equivalente do 14.º em edifício convencional. O lazer, no 8.º andar, inclui piscina, sauna, academia e salão de festas. No 51.º, piscina com borda infinita e visão panorâmica.
Localizado na Avenida Rebouças, em Pinheiros, Zona Oeste, terá vista definitiva para o Jardim Europa e Parque Ibirapuera, diz Pereira, ao elogiar a arquitetura “de impacto internacional, assinada por Pininfarina, com alto potencial de valorização do projeto”.
Pinheiros também é o bairro onde Cyro Naufel, diretor de relações com investidores da Lopes, destaca dois lançamentos de alto padrão. O Primo Pinheiros traz apartamentos de 192 e 274 m², com preços a partir de R$ 5 milhões, e cobertura de 535 m² por R$ 13 milhões. Projeto inspirado em comodidades dos grandes hotéis, com spa de luxo, academia e espaços de bem-estar, é um empreendimento da construtora AMY, na esquina das ruas Mourato Coelho e Arthur Azevedo.
Em torre única, o Visar Jardim Europa terá 64 apartamentos de 245 m² e piscina panorâmica. Fica na Rua Henrique Monteiro, paralela à Avenida Rebouças. “Com o prédio debruçado para o Jardim Europa, é um produto na casa dos R$ 7 milhões”, avalia Naufel.
São dois produtos com o selo LPS, diz, referindo-se à plataforma dos imóveis de luxo, criada em 2024. Para ele, 2025 é um ano de maturação. “Até 2026, vamos ter participação significativa no alto e no altíssimo padrão. Ele projeta o valor de R$ 1,3 bilhão a 1,5 bilhão em lançamentos no selo LPS, cerca de 10% do VGV intermediado pela companhia no Brasil, que foi de R$ 13,7 bilhões.
A participação da Lopes caiu no mercado de São Paulo em 2024. Segundo a Embraesp, a queda foi de 11% no volume de apartamentos, para 6,4 mil unidades, e de 13% no VGV para R$ 5,9 bilhões. <MC><SC343,108>
Lopes vai ampliar participação do MCMV em sua carteira
Para Cyro Naufel, diretor de relações com investidores da Lopes, 2024 foi o ano em que o programa Minha Casa, Minha Vida ratificou seu protagonismo, com ampla maioria (63%) das unidades residenciais lançadas na cidade de São Paulo.
“É o segmento que mais cresce, mas representa apenas 10% do meu volume lançado”, diz. “O meu histórico, a minha expertise, é maior no médio e no alto padrão.”
Nova faixa do Minha Casa, Minha Vida aproxima classe média de um programa que agora apresenta produtos dentro do meu mercado”
Cyro Naufel, diretor de RI da Lopes
Agora, segundo ele, a criação da faixa 4 do MCMV, com renda familiar até R$ 12 mil e limite de R$ 500 mil no preço do imóvel para ser enquadrado no programa, “é ótima notícia” para a Lopes. “Aproxima a classe média de um programa de habitação, que começa a apresentar produtos dentro do meu mercado”, afirma, ao avaliar que é o melhor momento do MCMV. “A tendência é aumentar a nossa participação dentro do programa, principalmente devido ao cliente da faixa 4.”
Cyro destaca o lançamento do UP Move Vila Sonia, com 400 apartamentos, na Avenida Francisco Morato, Zona Sul, perto do metrô. Com unidades de 24 m² a 40 m², o preço vai de R$ 230 a R$ 400 mil.





