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Prefeito de Salvador nega erros e acusa sindicalistas de terem colado adesivos do PT em ônibus

Bruno Reis (União Brasil) afirma que operações foram normalizadas e defende secretário de Mobilidade, que teve prisão determinada pela Justiça Eleitoral

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Foto do autor André Carlos Zorzi
Atualização:

Episódio dos ônibus pode afetar resultado das eleições?

Colunista Diogo Schelp comenta a possibilidade de judicialização do resultado das eleições caso seja comprovada interferência deliberada no transporte público. Crédito: Estadão

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

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O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou que as operações dos ônibus foram normalizadas na tarde deste domingo, 25, e defendeu seu secretário de Mobilidade, Pablo Souza, que teve a prisão decretada após falhas na oferta do transporte público no dia do 2º turno das eleições. O chefe do Executivo municipal ainda acusou sindicalistas de terem colado adesivos de campanha nos veículos, o que prejudicou a operação.

Por causa do problema de deslocamento dos eleitores, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, determinou a extensão do horário da votação até as 19 horas. Ele atendeu a pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição.

25/10/2026 Ônibus são impedidos de sair de garagens de Salvador durante o 2º turno das eleições. Foto: Reprodução SEMOB Salvador

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A prefeitura afirma que a circulação de ônibus com esses materiais configuraria crime eleitoral. Fotos que circularam nas redes sociais mostram coletivos com adesivos do PT.

O Estadão buscou contato com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário Urbano de Passageiros de Salvador (Sinttrus), mas não obteve retorno.

Mais cedo, em nota, a entidade havia dito não ter “qualquer papel, poder de decisão ou participação na montagem das escalas operacionais e tampouco na determinação ou restrição de saída de ônibus das garagens”.

“Não houve por parte da prefeitura qualquer orientação para que a frota não fosse oferecida. Aí, de forma injustificada, tendo em vista que a operação já foi corrigida, começa a se explorar isso politicamente. [...] Neste momento temos frota superior à que rodou em eleições de outros anos, inclusive no 1º turno de 2026”, disse Reis.

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Bruno Reis citou diretamente membros do Sindicato dos Rodoviários como os supostos autores da colagem de adesivos relativos à campanha de Lula nos ônibus: “Se tiver câmeras nas garagens, tem como identificar (quem colou os adesivos). Isso ocorreu durante a madrugada.”

“O que posso afirmar é que são sindicalistas, pessoas vinculadas ao sindicato, que tem posições político-partidárias claras, vocês sabem, não adianta citar nomes. É vinculado ao PT, sempre foi. Por questões políticas fizeram propaganda irregular no dia das eleições”, prosseguiu.

Por fim, o prefeito afirmou que “nunca questionou o resultado de eleições” e encerrou: “Tenho consciência tranquila e durmo em paz porque oferecemos o transporte público. Desde antes de ser obrigação.”

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Entenda o caso envolvendo a frota de ônibus de Salvador

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a oferta da frota completa de ônibus após denúncias de que grande parte dos veículos continuava nas garagens, com prejuízo ao deslocamento dos eleitores.

Para o desembargador eleitoral Mauricio Kertzman, houve violação aos artigos 297, 304 e 347 do Código Eleitoral, que preveem os crimes de impedimento ao direito ao sufrágio.

O Procon da Bahia identificou pelo menos 544 ônibus parados em garagens de empresas de transporte público de Salvador. Segundo o órgão, eram poucos os veículos com adesivos colados. Nas redes sociais, havia diversos relatos de atrasos e pontos de ônibus lotados.

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O secretário de Mobilidade Urbana de Salvador, Pablo Souza, que teve sua prisão em flagrante determinada pela Justiça Eleitoral, está cumprindo agenda em em Paris. A prefeitura disse que ele vai se apresentar às autoridades na segunda-feira, 26, para dar esclarecimentos.

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