Tarifaço de Trump: Plano de contingência inclui linhas de crédito para afetados, diz Haddad

Medidas ‘de todo gosto’ serão submetidas à análise do presidente Lula, diz ministro

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Atualização:

Haddad afirma que não trabalha com hipótese de não superar ameaça de Trump

Ministro afirma que ação de presidente dos EUA vai encarecer café e suco de laranja de americanos.

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BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira, 24, que o plano de contingência elaborado pelo governo para responder às tarifas impostas pelos Estados Unidos está concluído e será submetido à análise do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o ministro, o documento reúne “medidas de todo gosto”, incluindo a possibilidade de abertura de linhas de crédito em apoio a empresas afetadas.

Haddad afirmou que Lula sempre foi um negociador e caberá a ele definir o momento político adequado para anunciar eventuais contramedidas Foto: Wilton Junior/Estadão

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“O cardápio encomendado por Lula foi elaborado, inclusive dentro da lei internacional”, afirmou Haddad em entrevista à Itatiaia. “Todo o cardápio possível e imaginável vai ser apresentado a Lula para decisão”, disse.

Haddad afirmou que o presidente sempre foi um negociador e que caberá a ele definir o momento político adequado para anunciar eventuais contramedidas.

O ministro voltou a criticar a postura do governo dos Estados Unidos ao defender que o país abandonou uma de suas principais bandeiras históricas. “Os EUA por 200 anos defenderam a defesa dos contratos”, disse.

Haddad afirmou também que a posição brasileira tem sido respaldada internacionalmente. “A União Europeia, o mundo livre e organismos internacionais estão apoiando o Brasil”, disse.

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O governo tenta o início oficial de negociações com o governo norte-americano para reverter a taxação de 50% para as exportações brasileiras.

O titular da Fazenda defendeu o atual momento da economia brasileira, classificado por ele como “o melhor em anos”, com a menor taxa de desemprego da série histórica e a inflação caindo.

“Quem está assando a batata quente dos empregos e das empresas que vão ser prejudicadas é uma força política nacional, que neste momento está instalada em Washington contra as negociações”, continuou ele. Haddad também chamou a ação desses brasileiros de “traição contra o País” e disse ser uma “ilusão” imaginar que a população não vai assimilar o que está acontecendo.

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“Temos no Brasil uma força hoje contra os interesses nacionais buscando bônus políticos”, acusou, pedindo “calma e serenidade”.

Na mesma entrevista, Haddad disse que a direção do governo Lula é “aliviar o bolso do povo que trabalha duro” e que precisam do Estado para ter “um pouco mais de bem-estar”.

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