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Casino muda estratégia para sair do GPA (PCAR3) e aumenta atenção sobre disputa tributária; ações sobem

Grupo francês abandona busca por comprador estratégico, enquanto mercado acompanha disputa tributária de R$ 2,5 bilhões

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Foto do autor Igor Markevich
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As ações do GPA (PCAR3) repercutiram decisão do Casino de vender sua participação diretamente no mercado. Entenda o impacto para a companhia e a disputa bilionária envolvendo a varejista. (Imagem: Adobe Stock)  

O GPA (PCAR3), controlador do Pão de Açúcar, voltou ao radar do mercado nesta terça-feira (20). As ações da varejista avançaram no pregão depois que o InvestNews revelou que o grupo francês Casino decidiu deixar de vez o capital da companhia e passou a vender sua participação diretamente no mercado, abandonando a busca por um investidor estratégico para a fatia remanescente.

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Hoje dono de cerca de 20% do GPA, o Casino já vinha reduzindo sua presença na empresa desde o ano passado, em um movimento que acelerou a perda de influência histórica do grupo francês sobre a varejista brasileira. A novidade agora é a mudança de estratégia. Em vez de negociar uma venda estruturada para um comprador específico, o Casino optou por desmontar sua posição gradualmente na Bolsa.

O novo capítulo ajuda a explicar uma disputa que já havia migrado para a Justiça. Em abril, o GPA conseguiu uma liminar para impedir novas vendas depois que o Casino alienou, em bloco, pouco mais de 2% da companhia.

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Segundo a reportagem, a varejista argumenta que os recursos precisam permanecer preservados até a conclusão de uma arbitragem ligada a um passivo tributário bilionário envolvendo dedução de ágio entre 2007 e 2013.

O caso se conecta a uma discussão com a Receita Federal estimada em mais de R$ 2,5 bilhões e virou uma das peças centrais da reorganização societária do GPA. Ao mesmo tempo, o tabuleiro de poder dentro da companhia também mudou. A ascensão da família Coelho Diniz e do empresário Silvio Tini no conselho e na estrutura acionária reduziu o espaço político do Casino, que por décadas comandou os rumos do grupo no Brasil.

No mercado, a leitura é de que a saída definitiva do Casino elimina parte de uma incerteza societária que se arrasta há meses sobre a companhia. Ainda que a venda em mercado possa aumentar pressão técnica sobre o papel no curto prazo, investidores também enxergam a possibilidade de um GPA mais “descolado” da crise financeira e judicial do controlador francês.

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No fechamento, as ações do GPA (PCAR3) terminaram em alta de 1,4% a R$ 2,17.

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