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Bitcoin e Ethereum despencam após ataque bilionário à Binance; perdas chegam a US$ 6,3 bilhões

Bitcoin e Ethereum ampliam as perdas do início da sessão asiática; Binance afirma ter congelado cerca de US$ 3 bilhões em ativos e promete cobrir os prejuízos do ataque

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Atualização:
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As criptomoedas enfrentam perdas após um ataque à Binance, maior corretora do mundo, que suspendeu transações para investigar uma falha de segurança. Bitcoin e Ethereum caíram mais de 5% e 4%, respectivamente. A Binance afirmou que US$ 6,3 bilhões foram roubados, mas US$ 3 bilhões foram congelados. Yi He, cofundadora da Binance, garantiu que os fundos dos usuários estão seguros. O incidente reacende preocupações sobre segurança digital, enquanto a indústria cripto avalia o impacto e busca recuperar a confiança dos investidores.

Maior roubo de criptomoedas da história? Ataque à Binance coloca mercado em alerta Foto: Adobe Stock

As criptomoedas ampliam as perdas de uma queda forte no início da sessão asiática, provocada pela notícia do que pode ser o maior roubo de criptoativos já registrado.

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Bitcoin e Ethereum perdem parte do terreno nesta sexta-feira (30), após a Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, suspender transações para investigar uma grande falha de segurança.

Às 15h56 (de Brasília), o Bitcoin operava com queda de 5,05%, a US$ 76.832,42. Já o Ethereum, recuava 4,21% a US$ 2.236,59.

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Em publicações no X, a Binance afirmou que o ataque somou cerca de US$ 6,3 bilhões e que aproximadamente US$ 3 bilhões em ativos foram congelados com a ajuda de parceiros de blockchain, um sistema de registro descentralizado de transações em uma rede de criptoativos, que funciona como uma espécie de livro-razão imutável.

“Os fundos dos usuários estão seguros. A Binance vai cobrir todas as perdas do ataque”, disse no X Yi He, cofundadora da Binance.

Empresas do setor, incluindo as emissoras de stablecoins (moeda digital que está atrelada a uma reserva de ativos “estáveis”) Tether e Circle, agiram rapidamente para conter o impacto.

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Brian Armstrong, diretor-executivo da Coinbase, disse que sua equipe estava ajudando na resposta, inclusive bloqueando transferências para carteiras comprometidas.

“A Coinbase está segura”, afirmou no X o diretor de tecnologia da empresa, Rob Witoff. “Estamos monitorando a volatilidade dos preços, rastreando os fundos roubados on-chain e mantendo a vigilância.”

O episódio ocorre após uma recente violação de segurança na corretora BitGet, reacendendo temores sobre proteção digital à medida que mais ativos do mundo real migram para a blockchain.

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Ainda não está claro qual será o tamanho do impacto para a indústria cripto, já que isso depende de fatores como o volume final de perdas, as contrapartes afetadas, a recuperação de ativos e, principalmente, se o caso causará interrupção mais ampla ou abalará a confiança no ecossistema de ativos digitais.

Cristiano Ventricelli, vice-presidente de finanças descentralizadas e ativos digitais na Moody’s Ratings, afirmou que as implicações mais amplas para crédito e para o setor dependerão desses elementos.

A Binance disse que sua apuração inicial indica que a brecha pode ter sido causada por um computador comprometido, que teria permitido saques não autorizados. A empresa afirmou não ter encontrado evidências de vazamento das chaves privadas usadas para acessar as carteiras. Depósitos não foram afetados.

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“Esperamos retomar [os saques] em até 48 horas e atualizaremos com mais detalhes”, disse a Binance.

“A confiança de longo prazo vai depender de quão bem o incidente é resolvido, de como os usuários são protegidos e de quão transparentemente as conclusões são comunicadas”, disse Ronghui Gu, cofundador e diretor-executivo da CertiK, empresa de auditoria de segurança em blockchain.

Antes da turbulência desta sexta-feira, o chamado “inverno cripto” vinha perdendo força, com demanda institucional e sinais regulatórios positivos ajudando a compensar um ambiente macro desafiador, marcado por preços do petróleo voláteis, juros futuros mais altos e rendimentos elevados de títulos.

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Mesmo assim, motores estruturais, como a crescente institucionalização dos ativos digitais, seguem presentes, o que sugere que eventuais recuos podem abrir oportunidades de compra.

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